AGRONEGÓCIO
Diesel sobe mais de 13% em março e pressiona custos logísticos no Brasil
AGRONEGÓCIO
Os preços do diesel registraram forte alta nos postos brasileiros em março na comparação com fevereiro, refletindo a combinação entre a escalada dos conflitos no Oriente Médio e o reajuste promovido pela Petrobras. Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 avançou 13,60%, enquanto o diesel comum subiu 12,34% no período.
As médias nacionais ficaram em R$ 7,10 por litro para o S-10 e R$ 7,01 para o diesel comum, consolidando um novo patamar de preços no país.
Alta do diesel reflete cenário internacional e ajustes internos
O movimento de alta ocorre em meio à valorização do petróleo tipo Brent crude oil no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
No mercado doméstico, o reajuste anunciado pela Petrobras em meados de março também contribuiu para a elevação dos preços ao consumidor.
Gasolina e etanol também registram aumento
Além do diesel, outros combustíveis acompanharam a tendência de alta no período:
- Gasolina: avanço de 3,41%, com preço médio de R$ 6,67 por litro
- Etanol: alta de 1,26%, com média de R$ 4,83 por litro
Apesar das elevações, o comportamento desses combustíveis foi mais moderado em comparação ao diesel.
Alta impacta diretamente o custo do transporte
De acordo com a Edenred Mobilidade, o avanço dos preços ao longo de março elevou o diesel a um novo patamar, com impacto direto sobre os custos logísticos e de transporte no país.
Segundo Vinicios Fernandes, diretor da empresa, houve uma desaceleração no ritmo de alta no fim do mês, mas o cenário ainda não indica queda consistente, permanecendo sensível a fatores internos e externos.
Todas as regiões registram aumento no diesel
Na análise regional, todas as regiões brasileiras apresentaram alta para os dois tipos de diesel.
- Para o diesel comum:
- Maior alta: Centro-Oeste (+16,99%), com média de R$ 7,30
- Maior preço: Norte, com R$ 7,34
- Menor preço: Sul, com R$ 6,74
- Para o diesel S-10:
- Maior alta: Centro-Oeste (+14,78%), seguido pelo Sul (+14,45%)
- Maior preço: Norte, com R$ 7,39
- Menor preço: Sul, com R$ 6,89
Gasolina sobe em todo o país, com destaque para o Nordeste
A gasolina também apresentou alta em todas as regiões, com destaque para o Nordeste, onde o avanço foi de 6,43%, com média de R$ 6,95.
- Maior preço: Norte (R$ 7,12)
- Menor preço: Sudeste (R$ 6,52)
Etanol tem comportamento mais moderado
O etanol apresentou variações mais contidas em março:
- Maior alta: Nordeste (+4,50%), com média de R$ 5,34
- Estabilidade: Centro-Oeste, com R$ 4,80
- Maior preço: Norte (R$ 5,48)
- Menor preço: Sudeste (R$ 4,75)
Diferenças entre estados mostram disparidades regionais
Na análise estadual, os preços apresentaram variações relevantes:
- Diesel comum
- Mais caro: Roraima (R$ 7,93)
- Mais barato: Rio Grande do Sul (R$ 6,62)
- Maior alta: Goiás (+21,58%), com média de R$ 7,38
- Diesel S-10
- Mais caro: Roraima (R$ 7,96)
- Mais barato: Rio Grande do Sul (R$ 6,68)
- Maior alta: Goiás (+19,32%), com média de R$ 7,35
Não houve registro de queda nos preços do diesel em nenhum estado no período.
Etanol e gasolina também variam entre estados
- Etanol
- Mais caro: Rio Grande do Norte (R$ 5,69)
- Mais barato: São Paulo (R$ 4,63)
- Maior alta: Pernambuco (+6,40%)
- Única queda: Goiás (-2,83%), com média de R$ 4,81
- Gasolina
- Mais cara: Roraima (R$ 7,65)
- Mais barata: Rio Grande do Sul (R$ 6,40)
- Maior alta: Bahia (+9,46%)
Nenhum estado registrou queda no preço da gasolina no período.
Etanol segue vantajoso em poucos estados
De acordo com o IPTL, mesmo com a alta dos combustíveis fósseis, o etanol foi economicamente mais vantajoso que a gasolina em apenas oito estados durante março.
Ainda assim, o biocombustível segue com vantagens ambientais, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono.
Perspectivas seguem atreladas ao cenário externo
O comportamento dos preços dos combustíveis nas próximas semanas deve continuar condicionado às oscilações do mercado internacional e às decisões internas de política de preços.
Com isso, o diesel permanece sujeito a volatilidade, mantendo pressão sobre os custos do transporte e da cadeia produtiva brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica para bananas e fortalece produção paulista
O Vale do Ribeira, em São Paulo, passou a contar com a Indicação Geográfica (IG) para a produção de bananas das variedades Cavendish (Nanica) e Prata. O reconhecimento fortalece o setor produtivo regional e consolida a área como um dos principais polos de bananicultura do Brasil.
A certificação contribui para a valorização do produto, amplia as oportunidades de mercado e garante a identificação oficial da origem das bananas cultivadas na região.
Bananicultura no Vale do Ribeira tem origem histórica e expansão no século XX
A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e tem ampla presença no Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e avançou para o Vale do Ribeira a partir da década de 1930.
A região se destacou por condições naturais favoráveis, como solos adequados ao cultivo e menor suscetibilidade a inundações, o que favoreceu a expansão da atividade agrícola.
Indicação Geográfica é concedida pelo INPI e fortalece identidade regional
A Indicação Geográfica é um reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos ou serviços que possuem características únicas associadas à sua origem geográfica.
Com a nova certificação, São Paulo alcança a 14ª Indicação Geográfica registrada, reforçando o protagonismo do estado na produção de alimentos com identidade territorial.
Secretaria de Agricultura e CATI atuam no apoio ao processo de certificação
O processo de obtenção da IG contou com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).
Para a solicitação junto ao INPI, é necessário comprovar a notoriedade do produto. A Secretaria emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a CATI recebe, protocola e encaminha a documentação para análise técnica.
Com o registro, a denominação “Vale do Ribeira-SP” passa a ser protegida e utilizada oficialmente para identificar a origem da produção de bananas na região.
Articulação institucional foi decisiva para consolidação da IG
A CATI Regional de Registro teve papel ativo na articulação do processo, participando de reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e instituições parceiras, como o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e o Sebrae.
Os encontros foram fundamentais para a definição do recorte territorial da IG e para a construção do Caderno de Especificações Técnicas (CET), que estabelece as normas de produção alinhadas às práticas locais.
Indicação Geográfica gera valorização e novas oportunidades para produtores
Segundo a chefe de Divisão da CATI Regional de Registro, Tais Canola, a certificação representa um novo horizonte para os bananicultores da região.
O reconhecimento protege a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata, amplia o acesso a novos mercados e contribui para a valorização da produção agrícola.
Além disso, a IG é vista como um instrumento de desenvolvimento regional, promovendo maior estabilidade econômica, combate à desvalorização do produto e fortalecimento das comunidades rurais.
ABAVAR destaca fortalecimento da agricultura familiar no Vale do Ribeira
O presidente da ABAVAR, Augusto Aranha, celebrou a conquista e destacou o impacto positivo da certificação para o setor produtivo.
Segundo ele, o selo reforça o compromisso da região com uma agricultura moderna, sustentável e alinhada à preservação ambiental, além de valorizar especialmente a agricultura familiar.
IG da banana abrange 13 municípios do Vale do Ribeira
A área de abrangência da Indicação Geográfica inclui os seguintes municípios:
- Cajati
- Cananéia
- Eldorado
- Iguape
- Itariri
- Iporanga
- Jacupiranga
- Juquiá
- Miracatu
- Pariquera-Açu
- Pedro de Toledo
- Registro
- Sete Barras
Vale do Ribeira reforça posição estratégica na bananicultura nacional
Com a Indicação Geográfica, o Vale do Ribeira consolida sua relevância na produção de banana em nível estadual e nacional.
De acordo com dados do IBGE e do Projeto LUPA, a região representa 7,07% de toda a área destinada à bananicultura no Brasil, reforçando sua importância econômica e produtiva no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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