AGRONEGÓCIO
Digitalização da irrigação será o próximo salto do agro brasileiro, avalia especialista da Netafim
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Agricultura digital avança no manejo da água no campo
A agricultura digital no Brasil está em plena fase de consolidação, especialmente no manejo hídrico, onde a integração entre sensores, automação e dados começa a redefinir a forma como o produtor rural toma decisões.
Segundo Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, o país já apresenta bons índices de adoção tecnológica — 84% dos produtores utilizam algum tipo de solução digital, como aplicativos, sensores ou plataformas online. No entanto, a irrigação de precisão e o uso de dados aplicados ao gotejamento ainda representam uma fronteira a ser expandida.
“O Brasil tem quase 10 milhões de hectares irrigados, mas a maioria ainda utiliza sistemas de menor eficiência. A automação e o monitoramento digital são o próximo passo para uma agricultura mais inteligente e sustentável”, afirma Silva.
Irrigação digital se torna estratégica diante do clima instável
O aumento da variabilidade climática tem reforçado a necessidade de um uso mais preciso da água nas lavouras. Períodos de seca mais longos e chuvas intensas, porém irregulares, exigem gestão eficiente dos recursos hídricos, algo que só é possível com o apoio da tecnologia.
De acordo com Silva, a digitalização da irrigação já é uma necessidade estratégica.
“Os veranicos estão mais prolongados e as chuvas, mal distribuídas. A única forma de garantir produtividade é tomar decisões baseadas em dados concretos”, destaca.
A aplicação de tecnologia digital permite controlar com exatidão o fornecimento de água e insumos, ajustando o manejo conforme a necessidade das plantas e as condições climáticas — o que aumenta a produtividade, reduz custos e melhora a sustentabilidade do sistema agrícola.
Barreiras ainda limitam a adoção da agricultura digital
Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta obstáculos estruturais e culturais.
Silva aponta que a falta de conectividade no campo é o primeiro desafio. “Muitas áreas rurais ainda não têm internet estável, o que limita o uso das plataformas digitais”, explica.
Outro gargalo é a escassez de profissionais capacitados para interpretar os dados coletados e transformá-los em decisões práticas. Além disso, a falta de integração entre sistemas e plataformas cria um ambiente fragmentado, dificultando o cruzamento de informações.
“A maioria das empresas oferece soluções isoladas, o que reduz o potencial analítico dos dados. Por isso, sistemas integrados, como o da Netafim, fazem tanta diferença”, ressalta.
Culturalmente, a resistência de alguns produtores à adoção tecnológica ainda é um fator. “Muitos confiam na experiência acumulada e veem a tecnologia como cara ou complexa. Mas essa percepção vem mudando, especialmente entre a nova geração, mais conectada e orientada por resultados”, complementa.
Projetos comprovam eficiência e economia com irrigação digital
Para demonstrar os benefícios do uso de sensores e automação, a Netafim tem desenvolvido projetos-piloto em diferentes regiões e culturas.
No Vale do São Francisco, por exemplo, sistemas de irrigação por gotejamento monitorados digitalmente reduziram o consumo de água em 33% e os gastos com energia em cerca de R$ 3.500 por hectare.
Em Pedregulho (SP), o uso de sensores de umidade e o cálculo de reposição hídrica com base na evapotranspiração resultaram em economia de 40% a 45% de água em lavouras de café.
“A economia obtida permitiu ampliar áreas irrigadas sem aumentar os custos ou o uso de recursos hídricos”, explica Silva.
GrowSphere: plataforma integra dados e automação no campo
Com foco na agricultura digital, a Netafim desenvolveu o GrowSphere, uma plataforma que integra monitoramento, automação e análise de dados em um único ambiente.
O sistema conecta sensores de solo, planta, clima e pressão hidráulica, permitindo uma visão completa do desempenho da irrigação.
“O produtor consegue saber se há perda de pressão, se a chuva foi suficiente ou se o sistema está operando corretamente. Tudo em tempo real”, detalha Silva.
A ferramenta funciona em redes 3G e 4G, podendo ser utilizada mesmo em áreas sem controladores físicos, o que amplia o acesso para pequenos e médios produtores. Além disso, o GrowSphere gera recomendações automáticas de irrigação e fertirrigação com base em dados do campo.
Nos últimos meses, a empresa realizou oito treinamentos em diferentes regiões do Brasil e na Argentina, capacitando distribuidores e produtores no uso de sensores, automação via rádio e controladores inteligentes.
O futuro da irrigação: integração total e decisões inteligentes
Para o especialista da Netafim, o próximo salto da agricultura digital será a integração total entre sistemas e informações.
“O futuro está na convergência entre irrigação, maquinário, clima, detecção de pragas, drones e dados de solo — tudo interligado e gerando recomendações automáticas”, projeta Silva.
Essa convergência permitirá antecipar riscos, otimizar recursos e elevar a produtividade com menor impacto ambiental. Segundo ele, a agricultura do futuro exigirá profissionais multidisciplinares, capazes de interpretar dados agronômicos, tecnológicos e de mercado de forma integrada.
“Eficiência é competitividade. O produtor que entende isso está sempre um passo à frente”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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