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Dólar abre em alta no Brasil com tensão no Oriente Médio e dados de emprego no radar

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta-feira (27) com o dólar em leve alta, acompanhando o movimento internacional de fortalecimento da moeda norte-americana. O cenário é influenciado principalmente pelas tensões no Oriente Médio e pela expectativa em torno de dados econômicos relevantes no Brasil.

Dólar hoje: moeda avança na abertura e segue cenário externo

O dólar à vista operava em alta nas primeiras negociações do dia. Por volta das 9h08, a moeda registrava valorização de 0,33%, cotada a R$ 5,2750 na venda.

No mercado futuro, os contratos negociados na B3 também indicavam avanço. O dólar futuro com vencimento em abril — atualmente o mais líquido — subia 0,69%, sendo negociado a R$ 5,2800.

O movimento segue a tendência global de fortalecimento do dólar frente a outras moedas, em meio ao aumento da cautela entre investidores.

Cenário internacional: tensões no Oriente Médio elevam aversão ao risco

O avanço do dólar está diretamente relacionado ao ambiente externo. O agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem levado investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana.

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Esse comportamento reduz a atratividade de moedas de países emergentes, como o real, pressionando a taxa de câmbio no Brasil.

Indicadores econômicos no Brasil entram no radar

Além do cenário internacional, o mercado acompanha a divulgação de dados econômicos domésticos, especialmente indicadores relacionados ao emprego.

Essas informações são relevantes para a avaliação do ritmo da atividade econômica e das expectativas em relação à política monetária, podendo influenciar diretamente o comportamento do dólar ao longo do dia.

Ibovespa e dólar: desempenho recente do mercado

Na sessão anterior, o dólar à vista encerrou com alta de 0,70%, cotado a R$ 5,2574.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,45%, aos 182.733 pontos.

Desempenho acumulado:

  • Dólar
    • Semana: -0,99%
    • Mês: +2,38%
    • Ano: -4,24%
  • Ibovespa
    • Semana: +3,70%
    • Mês: -3,21%
    • Ano: +13,41%
Perspectivas: mercado deve seguir volátil ao longo do dia

A tendência para o mercado financeiro nesta sexta-feira é de manutenção da volatilidade, com o dólar reagindo principalmente ao noticiário internacional e à divulgação de indicadores econômicos.

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Investidores permanecem atentos a qualquer evolução no cenário geopolítico e aos dados domésticos, fatores que devem continuar influenciando o fluxo de capital e o comportamento do câmbio no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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