AGRONEGÓCIO
Dólar avança em meio a tensões internacionais e decisão do STF no Brasil
AGRONEGÓCIO
Dólar e Ibovespa: desempenho dos mercados
Por volta das 9h45, o dólar registrava avanço de 0,23%, negociado a R$ 5,447. Na véspera, a moeda norte-americana já havia subido 0,68%, cotada a R$ 5,4348.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de segunda-feira (18) em alta de 0,72%, aos 137.322 pontos, e reabriu nesta terça às 10h.
- Acumulados do dólar:
- Semana: +0,68%
- Mês: -2,96%
- Ano: -12,05%
- Acumulados do Ibovespa:
- Semana: +0,72%
- Mês: +3,19%
- Ano: +14,17%
Trump e Zelensky: encontros definem clima político
O mercado reagiu ao encontro entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Volodymyr Zelensky, líder da Ucrânia, realizado em Washington. A reunião também contou com sete chefes de Estado europeus.
Trump afirmou acreditar em um possível acordo de paz com a Rússia “o quanto antes”, sugerindo até mesmo uma reunião trilateral com Putin e Zelensky.
O encontro ocorreu apenas dois dias após a reunião de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca. Para analistas, o movimento representa um teste de força política: enquanto Trump busca consolidar uma promessa de campanha como vitória diplomática, Zelensky corre o risco de perder apoio internacional caso não aceite concessões.
Rússia sinaliza abertura para negociações
Nesta terça-feira (19), o chanceler russo Sergei Lavrov declarou que Moscou não descarta nenhuma possibilidade de diálogo para avançar no processo de paz com a Ucrânia. A sinalização foi vista como um movimento importante para reduzir a tensão geopolítica no Leste Europeu.
Agenda dos EUA: Fed, petróleo e construção civil
Além da política externa, os investidores acompanham a fala de Michelle W. Bowman, integrante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), sobre perspectivas econômicas do Federal Reserve.
Também estão previstos dados sobre a construção residencial e os estoques semanais de petróleo, que devem influenciar o humor do mercado internacional.
STF e restrições no Brasil
No cenário doméstico, ganhou destaque a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que impôs restrições a medidas “decorrentes de atos unilaterais estrangeiros” contra empresas que operam no Brasil.
A determinação surgiu em ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), relacionada a processos abertos por municípios brasileiros na Inglaterra.
Com a agenda econômica interna esvaziada, investidores seguem atentos à temporada de balanços corporativos na B3.
Brasil prepara resposta aos EUA
O governo brasileiro deve enviar nesta segunda-feira (19) um documento oficial em resposta à investigação comercial aberta em julho pelo governo Trump.
O texto está sendo elaborado por diplomatas do Itamaraty e aborda pontos como medidas contra o desmatamento e alegações de que o PIX prejudicaria empresas americanas.
Boletim Focus e IBC-Br
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe a primeira revisão para baixo da inflação projetada para 2025, agora estimada em 4,95% (antes, 5,05%). O ajuste foi influenciado pelo impacto das medidas comerciais dos EUA sobre a economia brasileira.
Outros destaques do relatório:
- PIB 2025: 2,21%
- Taxa Selic 2025: 15% ao ano
- Câmbio 2025: R$ 5,60
- Balança comercial: superávit de US$ 65 bilhões
- Investimento estrangeiro direto: US$ 70 bilhões
Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado prévia do PIB, mostrou crescimento de 0,3% no segundo trimestre. O resultado sinaliza desaceleração frente à expansão de 1,5% registrada no primeiro trimestre.
Bolsas internacionais
Na Europa, as bolsas oscilaram com os desdobramentos políticos. Lisboa liderou os ganhos, com alta de 1,28% no PSI20, seguida por Londres (+0,21%). Já Paris recuou 0,50%, enquanto Frankfurt (-0,18%) e Madri (-0,17%) também fecharam em queda.
Na Ásia, os mercados chineses avançaram, atingindo níveis recordes desde 2015. O índice de Xangai subiu 0,85%, enquanto o CSI300 ganhou 0,88%. Em contrapartida, Hong Kong teve leve queda de 0,37% no Hang Seng.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil
Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda
O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.
De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.
Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.
Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual
A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.
Entre os principais municípios produtores, destacam-se:
- Cerro Azul
- São José dos Pinhais
- Colombo
Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.
Outros polos relevantes incluem:
- Londrina (6,9% da produção estadual)
- Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado
O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.
Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.
De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.
Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano
Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.
Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.
A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.
Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná
No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:
- 3,41 milhões de toneladas
- US$ 1,47 bilhão em receita
O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.
A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.
Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações
Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.
Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.
A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.
Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações
O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.
O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.
Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.
Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense
Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.
A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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