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Dólar inicia em queda com impasse entre Brasil e EUA e expectativa pela ata do Fed

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O dólar abriu em queda de 0,41% nesta quarta-feira (20), cotado a R$ 5,4769 por volta das 9h40, após forte valorização na véspera. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, inicia suas negociações às 10h.

Na terça-feira (19), o câmbio avançou 1,19%, fechando a R$ 5,4993, enquanto o Ibovespa caiu 2,1%, encerrando o pregão aos 134.432 pontos. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo das ações dos grandes bancos, que perderam R$ 41,9 bilhões em valor de mercado.

Decisão do STF aumenta tensão com os EUA

O mercado segue atento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que reforçou que leis estrangeiras não têm validade automática no Brasil. O magistrado também determinou que instituições financeiras nacionais só poderão atender ordens de tribunais de outros países mediante autorização expressa do STF.

A medida foi interpretada como resposta indireta à Lei Magnitsky, usada pelos EUA para sancionar o ministro Alexandre de Moraes em julho. O posicionamento de Dino trouxe incertezas para bancos e empresas que atuam dentro e fora do Brasil.

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Na esteira desse impasse, as ações dos bancos lideraram as perdas no pregão de ontem:

  • Banco do Brasil (BBAS3): -5,79%
  • Santander (SANB11): -4,88%
  • BTG (BPAC11): -4,04%
  • Itaú (ITUB4): -3,97%
  • Bradesco (BBDC4): -3,79%
Expectativa pela ata do Fed e discurso de Powell

Além do cenário doméstico, investidores monitoram o ambiente internacional. O Federal Reserve (Fed) divulga nesta quarta-feira a ata de sua última reunião de política monetária. O documento pode trazer indícios sobre um possível corte de juros na reunião de setembro.

Na última decisão, dois membros do Fed defenderam a redução da taxa para proteger o mercado de trabalho, diante de dados que mostraram criação de empregos abaixo do esperado e aumento do desemprego. Atualmente, o mercado atribui 85% de probabilidade a um corte de 25 pontos-base, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

Outro evento de destaque é o Simpósio de Jackson Hole, que começa hoje e reúne autoridades monetárias globais. O ponto alto será o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, previsto para sexta-feira (22).

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Impacto nos mercados globais

Em Nova York, os índices fecharam em queda na terça-feira:

  • S&P 500: -0,6%
  • Nasdaq: -1,5%

Dow Jones: estável após máxima histórica intraday.

Na Europa, os mercados subiram impulsionados por especulações sobre negociações de paz na Ucrânia:

  • STOXX 600: +0,69%
  • CAC-40 (Paris): +1,21%
  • DAX (Frankfurt): +0,45%
  • FTSE (Londres): +0,34%

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, com destaque para:

  • Kospi (Seul): -0,81%
  • Nikkei (Tóquio): -0,38%
  • CSI300 (Xangai/Shenzhen): -0,38%
  • Hang Seng (Hong Kong): -0,21%

A exceção foi Cingapura, com alta de 0,69% no índice Straits Times.

Desempenho acumulado dos mercados
  • Dólar
    • Semana: +1,87%
    • Mês: -1,81%
    • Ano: -11,01%
  • Ibovespa
    • Semana: -1,40%
    • Mês: +1,02%
    • Ano: +11,76%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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