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Exportações Brasileiras de Grãos Podem Bater Recorde em Março de 2026

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Cenário Geral: Expectativa de Crescimento nas Exportações

O setor de exportação de grãos do Brasil encerra o primeiro trimestre de 2026 com expectativas positivas. Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) referentes à 11ª semana, as exportações totais de produtos como soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo devem variar entre 18,8 milhões e 20,6 milhões de toneladas em março.

No acumulado do ano, o volume exportado já chega a 39,2 milhões de toneladas, refletindo a capacidade logística e produtiva do país.

Soja: Destaque Absoluto nas Exportações

O complexo soja segue sendo o principal motor do agronegócio brasileiro.

Volume previsto para março: entre 15 milhões e 16,7 milhões de toneladas.

  • Comparativo anual: de janeiro a fevereiro, o Brasil exportou 11,3 milhões de toneladas, acima das 10,8 milhões do mesmo período em 2025.
  • Principais destinos: a China permanece líder, comprando 71% da soja exportada, seguida por Espanha, Turquia e Tailândia, cada uma com 4%.
  • Farelo de Soja e Milho: Logística e Crescimento

O farelo de soja deve registrar 2,4 milhões de toneladas em março, um aumento em relação às 2,1 milhões do mesmo mês em 2025. A Indonésia lidera as importações, absorvendo 22% do produto.

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O milho tem previsão de 870.707 toneladas, bem acima das 474.165 toneladas de março de 2025. O Vietnã é o principal comprador no início do ano, concentrando 25% das importações.

Portos Brasileiros Garantem Eficiência no Escoamento

A infraestrutura portuária brasileira é determinante para sustentar os volumes exportados.

  • Porto de Santos: líder em operações, com mais de 34,9 milhões de toneladas de soja e 15,1 milhões de toneladas de milho movimentadas em 2025.
  • Paranaguá e Itaqui: também estratégicos para escoamento da produção nacional.
Diversificação da Pauta Exportadora

O relatório da ANEC aponta crescimento também em outros cereais:

  • Trigo: previsão de 398.788 toneladas em março, com o Vietnã liderando as importações (28%).
  • DDGS e Sorgo: estimativa de 112.200 toneladas de DDGS e 35.179 toneladas de sorgo para o mês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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