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Dólar sobe e Ibovespa registra forte volatilidade com guerra no Oriente Médio e dados do PIB brasileiro
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Dólar inicia o dia em alta e reflete tensão no mercado global
O dólar comercial abriu em forte alta nesta terça-feira (3), influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelos novos dados do PIB brasileiro. Por volta das 9h15, a moeda americana era negociada perto de R$ 5,24, com avanço de mais de 1,5% em relação ao fechamento anterior, refletindo o aumento da busca por segurança nos mercados internacionais.
A valorização do dólar acompanha o movimento global de aversão ao risco, provocado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela possibilidade de interrupções nas rotas de exportação de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz — uma das principais vias de escoamento da commodity no mundo.
Indicadores da cotação:
- Dólar comercial (à vista): R$ 5,24 (alta de aproximadamente 1,5%)
- Faixa do dia: entre R$ 5,13 e R$ 5,25
Ibovespa abre em queda e sente impacto das tensões externas
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, iniciou o dia em forte volatilidade, acompanhando o pessimismo dos mercados internacionais. Nos negócios futuros, o índice chegou a cair mais de 2,3%, pressionado pela aversão global ao risco e pelo avanço do dólar.
Na véspera, o Ibovespa havia encerrado o pregão em alta de 0,28%, impulsionado pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram da alta do petróleo. O cenário, no entanto, mudou rapidamente com o agravamento das tensões geopolíticas.
Desempenho de mercado:
- Ibovespa futuro: queda de mais de 2%
- Ibovespa anterior: alta de 0,28%
PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025 e mostra ritmo moderado
No campo doméstico, o destaque fica por conta da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB). A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo dados oficiais, uma leve desaceleração frente ao desempenho do ano anterior.
O resultado indica moderação no ritmo de expansão, influenciado pelos juros ainda elevados e por um consumo interno mais contido. No quarto trimestre, o PIB avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior, em linha com as projeções do mercado.
Analistas apontam que a continuidade da guerra no Oriente Médio e a volatilidade internacional podem interferir nas decisões do Banco Central sobre o ritmo de corte da taxa Selic ao longo de 2026.
Conflito no Oriente Médio eleva preço do petróleo e amplia riscos
A intensificação dos confrontos no Oriente Médio continua a dominar o humor dos investidores. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota responsável por parte expressiva do transporte global de petróleo, elevou as cotações da commodity no mercado internacional.
Com o petróleo em alta, aumentam as preocupações com pressões inflacionárias e possíveis impactos sobre o custo de energia em diversas economias, incluindo o Brasil.
Além disso, os principais índices acionários internacionais operam em queda, refletindo o receio de uma escalada ainda maior da crise geopolítica.
Panorama financeiro: volatilidade marca o início de março
O início de março no mercado financeiro brasileiro é marcado pela combinação de fatores externos e internos:
- A tensão geopolítica global, que fortalece o dólar e pressiona ativos de risco;
- Os dados do PIB brasileiro, que reforçam uma percepção de crescimento moderado e mantêm o debate sobre o ritmo da política monetária.
A soma desses elementos cria um ambiente de instabilidade tanto no câmbio quanto na renda variável, exigindo atenção redobrada de investidores e agentes econômicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil
Mercado internacional do café mantém tendência de alta
Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.
Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.
Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.
Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas
O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.
Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:
- 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
- Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
- Queda de 6,7% em relação a abril
- Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.
Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade
Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.
De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:
- Atrasar o avanço da colheita
- Dificultar a secagem dos grãos
- Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido
Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.
Mercado físico segue travado no Brasil
No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.
Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.
Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições
Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:
- Cobertura de posições vendidas (short covering)
- Dólar mais fraco frente ao real
- Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
- Queda dos estoques certificados
Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).
Perspectivas para o mercado do café
O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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