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Dólar sobe e mercado reage ao IPCA e declarações econômicas

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O dólar comercial abriu em leve alta nesta terça-feira, com os investidores atentos aos números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e às declarações recentes de autoridades econômicas. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, apresenta ligeira valorização, acompanhando o movimento internacional e as projeções sobre juros no país.

Dólar opera em alta, com foco na inflação e política fiscal

No início do pregão, o dólar comercial era negociado em torno de R$ 5,19, com variação positiva frente ao real. A moeda norte-americana vinha de uma sessão anterior de queda de 0,62%, quando fechou cotada a R$ 5,188.

O movimento de alta reflete a cautela do mercado com o comportamento da inflação e as possíveis sinalizações do governo sobre o cenário fiscal. A divulgação do IPCA de janeiro é aguardada para orientar as expectativas em torno da política monetária do Banco Central.

Desempenho acumulado do dólar:

  • Semana: -0,62%
  • Mês: -1,14%
  • Ano: -5,48%
Ibovespa mantém leve alta e acumula ganhos em 2026

O Ibovespa iniciou o dia com pequena valorização, operando próximo dos 186,5 mil pontos, influenciado pelo bom desempenho de ações ligadas ao setor financeiro e de commodities. O mercado acompanha também o comportamento das bolsas internacionais e os balanços trimestrais de grandes companhias.

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Desempenho acumulado do Ibovespa:

  • Semana: +1,80%
  • Mês: +2,69%
  • Ano: +15,59%

O cenário otimista reflete a percepção de que a inflação segue sob controle e de que o Banco Central pode manter o ritmo de cortes na taxa Selic nos próximos meses.

Expectativas sobre o IPCA e próximos passos da economia

Os analistas projetam que o IPCA de janeiro fique em torno de 0,32% no mês e 4,43% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Caso o resultado venha abaixo das projeções, poderá reforçar a tendência de flexibilização monetária e fortalecer o desempenho do real frente ao dólar.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reforçado o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, tema que segue em destaque nas mesas de operação do mercado financeiro.

Panorama internacional influencia cautela dos investidores

No exterior, os investidores seguem monitorando os indicadores da economia dos Estados Unidos e a expectativa sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação à taxa de juros. Movimentos mais conservadores da autoridade americana tendem a pressionar moedas emergentes, como o real.

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A volatilidade global, somada aos fatores internos, contribui para um cenário de oscilação no câmbio, ainda que o Brasil mantenha fundamentos sólidos e expectativa positiva para o desempenho econômico em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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