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Embrapa apresenta inovações para o campo na Tecnoeste 2026

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A Embrapa marca presença na 18ª edição da Tecnoeste 2026, feira que reúne produtores rurais, empresas e instituições de pesquisa para apresentar soluções tecnológicas para os desafios do campo. O evento acontece em Concórdia (SC) e é organizado pela Cooperativa Copérdia, em parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Concórdia.

Participação integrada de cinco unidades da Embrapa

Além da Embrapa Suínos e Aves, a feira conta com a presença de outras quatro unidades da Empresa:

  • Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS)
  • Embrapa Soja (Londrina/PR)
  • Embrapa Florestas (Colombo/PR)
  • Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS)

Juntas, essas unidades apresentam soluções voltadas à inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva, abrangendo desde cultivares e genética até tecnologias digitais e gestão ambiental.

Embrapa Suínos e Aves: digitalização, genética e sustentabilidade

A Embrapa Suínos e Aves leva à Tecnoeste soluções em:

  • Inovação digital: softwares e aplicativos como SGAS, Custo Fácil, GranuCalc, EcoPiggy e BiosSui.
  • Genética: tecnologias para melhoramento de suínos e aves.
  • Gestão ambiental: aproveitamento de dejetos na adubação agrícola, compostagem de animais inteiros e uso de biogás na pecuária leiteira (em parceria com a Epagri).
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A unidade também aborda Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em colaboração com o IFC – Campus Concórdia, promovendo sistemas produtivos mais sustentáveis e eficientes.

Embrapa Florestas: cultivos florestais e restauração ambiental

A Embrapa Florestas apresenta:

  • Sistemas de produção de eucalipto, erva-mate e ILPF silvipastoril.
  • Tecnologias como enxertia de araucária, controle da vespa-da-madeira em Pinus com o sistema Nematec e softwares SIS para eucalipto e ILPF.
  • Iniciativas de restauração florestal e RED.
  • Publicações técnicas, incluindo “Pinhão na Culinária” e “Receitas de Pupunha”.
Embrapa Soja e Trigo: novas cultivares para sistemas diversificados
  • Embrapa Soja: cultivares adaptadas à região, como BRS 1054 IPRO, BRS 1056 IPRO e BRS 2058 i2X.
  • Embrapa Trigo: cultivar de trigo BRS Tarumaxi, triticale BRS Zênite e cultivares de soja BRS 6105 RR e BRS 5804 RR.

Essas opções ampliam a diversidade de sistemas produtivos locais, contribuindo para maior competitividade no campo.

Embrapa Clima Temperado: diversidade de cultivares e tecnologias de plantio

A Embrapa Clima Temperado apresenta:

  • Cultivares de batata-doce, milho, capim-elefante, sorgo e pastagens, adaptadas às condições regionais.
  • A plantadeira de mudas “Planta Tudo”, desenvolvida em parceria com a Metalúrgica Kurz, de Piratini (RS), que facilita a produção e o plantio de mudas de diferentes espécies.
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Compromisso com a inovação e sustentabilidade no agro

Com a participação integrada de suas unidades, a Embrapa reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável do agronegócio e a transferência de tecnologias que aumentem a competitividade, resiliência e eficiência dos sistemas produtivos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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