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Enapecan 2025 discute mercado interno e exportações da noz-pecã brasileira

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O 2º Encontro Nacional da Pecanicultura (Enapecan 2025) terá como tema de abertura a visão e perspectivas do mercado interno e das exportações da noz-pecã brasileira. O evento será realizado nos dias 6 e 7 de novembro, no Campus da Ulbra, em Cachoeira do Sul (RS), e contará com uma programação extensa de palestras e visitação a expositores.

A solenidade de abertura está marcada para às 8h30 de quinta-feira, com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) e da Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas (ABNC), Claiton Wallauer, que também coordena o Enapecan.

Painel de abertura foca no mercado interno e exportações

O engenheiro agrônomo Paulo Lipp, coordenador Pró-Pecã da Secretaria da Agricultura do Estado, será o moderador do painel “Organização do Setor, Mercado Interno e Exportação”, que contará com quatro palestrantes. Segundo Lipp, o painel é essencial para fornecer informações estratégicas para produtores, viveiristas, comerciantes e indústrias que atuam ou pretendem atuar na pecanicultura.

Entre os temas abordados estão:

  • IBPecan: Conectando produtores, indústria e mercado – palestra de Claiton Wallauer;
  • Pecan 2030: Avanços, inovações e perspectivas para a pecanicultura brasileira – apresentado por Carlos Roberto Martins, pesquisador da Embrapa Clima Temperado;
  • Diagnóstico da Pecanicultura Gaúcha 2024/2025 – palestra de Antônio Carlos de Leite Borba, da Emater;
  • A inserção da noz-pecã em roteiros gastronômicos e turismo de experiências – conduzida por André Bordignon, do Sebrae.
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Perspectivas e inovações na pecanicultura

De acordo com Lipp, Martins e Borba, os palestrantes apresentarão dados sobre o comportamento da cadeia produtiva da noz-pecã. O evento também terá a participação do engenheiro mexicano Arsênio Gonzáles, que trará a experiência do México — atualmente o maior produtor de noz-pecã do mundo — durante o painel do dia 7, que abordará inovações na pecanicultura.

“É por meio da análise do mercado que conseguimos dimensionar as tendências e desafios que vêm pela frente para a pecanicultura gaúcha nos próximos anos”, afirma Lipp.

Realização e apoios

O Enapecan 2025 é promovido pelo IBPecan, em parceria com a Prefeitura de Cachoeira do Sul, Emater e Embrapa, e conta com o apoio de Pecanita, LM Parceria Rural, Pró-Pecã, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ulbra e Sebrae.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

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A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.

Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.

Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global

Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.

“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.

O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.

3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo

O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.

1. Análise de solo como base da adubação racional

A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.

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Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.

2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos

A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.

O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:

    • Correção da acidez do solo
    • Neutralização da toxidez por alumínio
    • Maior desenvolvimento radicular das plantas
    • Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
    • Fornecimento de cálcio e magnésio

Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.

3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo

O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:

    • Dose certa
    • Fonte certa
    • Época certa
    • Local certo

Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.

Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.

Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas

A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.

Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.

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De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.

Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação

A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.

Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.

IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor

Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.

Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.

“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.

Conclusão

Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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