AGRONEGÓCIO
Goiás inicia segunda etapa da Declaração de Rebanho 2025 neste sábado
AGRONEGÓCIO
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) inicia neste sábado (1º/11) a segunda etapa da Declaração de Rebanho 2025 em todo o estado de Goiás. O prazo para envio das informações segue aberto até 31 de dezembro de 2025, conforme determina a Portaria nº 564/2025, publicada no Diário Oficial do Estado em 14 de outubro.
A ação é obrigatória para todos os produtores rurais goianos que possuem animais das espécies bovina, bubalina, equina, muar, asinina, caprina, ovina, aves e suínos de subsistência, além de animais aquáticos e abelhas. O objetivo é manter atualizado o cadastro estadual de rebanhos, assegurando o monitoramento e o fortalecimento das ações de defesa sanitária animal.
Atualização é essencial para controle sanitário
De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a declaração é uma das ferramentas mais importantes para o controle sanitário em Goiás.
“Com a Declaração, conseguimos manter um retrato fiel do rebanho goiano, o que nos permite agir com eficiência em programas de vigilância e controle de doenças. É uma ação essencial para garantir a segurança do agronegócio e a credibilidade sanitária do Estado”, destaca o dirigente.
O diretor de Defesa Agropecuária da Agência, Rafael Vieira, reforça que a participação dos produtores é decisiva para o sucesso das políticas de defesa.
“A Declaração de Rebanho é mais que uma exigência legal — é um ato de responsabilidade coletiva. Com informações atualizadas, conseguimos antecipar riscos e proteger o patrimônio pecuário goiano, garantindo competitividade no mercado nacional e internacional”, afirma.
Como realizar a Declaração de Rebanho
A segunda etapa da Declaração deve ser feita preferencialmente pela internet, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), acessível pelo endereço sidago.agrodefesa.go.gov.br. O produtor deve utilizar seu login e senha para atualizar as informações cadastrais, declarando nascimentos, mortes e a evolução dos grupos de animais em sua propriedade.
Quem tiver dificuldades no preenchimento eletrônico pode procurar as Unidades Operacionais Locais da Agrodefesa, onde o processo também poderá ser realizado presencialmente.
Restrições e penalidades previstas
Conforme a Portaria nº 564/2025, a partir de 1º de novembro fica proibido o trânsito de animais cuja propriedade de origem ou destino não tenha o rebanho declarado no Sidago. As Guias de Trânsito Animal (GTAs) emitidas até 31 de outubro terão validade apenas até essa data — com exceção dos animais destinados ao abate imediato.
A Agrodefesa ressalta que eventos pecuários continuam autorizados, desde que todos os animais participantes estejam com a declaração devidamente atualizada.
O produtor que não cumprir as exigências dentro do prazo estará sujeito às sanções previstas na legislação vigente, podendo sofrer restrições na movimentação de animais e demais penalidades administrativas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio
O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.
Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.
Soja lidera crescimento das exportações brasileiras
A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.
Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.
A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.
Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.
Milho acelera e amplia participação no comércio global
Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.
O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.
Portos do Arco Norte ampliam relevância logística
A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.
Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial
As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.
Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.
A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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