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Entregas de fertilizantes crescem 7,8% em 2025 e Mato Grosso mantém liderança no consumo nacional

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Crescimento do mercado de fertilizantes impulsionado pela demanda agrícola

O mercado brasileiro de fertilizantes manteve um ritmo de expansão ao longo de 2025, refletindo o bom desempenho do agronegócio e o abastecimento consistente de insumos. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos apontam crescimento tanto nas entregas mensais quanto no acumulado do ano, mesmo com oscilações na produção e nas importações.

Em novembro de 2025, as entregas totalizaram 4,33 milhões de toneladas, representando alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o volume havia sido de 4,21 milhões de toneladas.

Entregas acumuladas sobem quase 8% no ano

De janeiro a novembro de 2025, o total de fertilizantes entregues ao mercado brasileiro alcançou 45,27 milhões de toneladas, um crescimento de 7,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior (42 milhões de toneladas).

O desempenho reforça a recuperação da demanda agrícola e o planejamento antecipado das compras por parte dos produtores rurais, especialmente em regiões com forte produção de grãos.

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Mato Grosso se mantém como maior consumidor de fertilizantes

O estado de Mato Grosso consolidou novamente sua liderança no consumo nacional, respondendo por 22,7% do total entregue — o equivalente a 10,28 milhões de toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Paraná – 5,42 milhões de toneladas;
  • São Paulo – 4,83 milhões;
  • Rio Grande do Sul – 4,60 milhões;
  • Minas Gerais – 4,38 milhões;
  • Goiás – 4,36 milhões;
  • Bahia – 2,95 milhões.

O perfil de consumo reflete a concentração da produção agrícola em estados com forte presença no cultivo de soja, milho e algodão.

Produção nacional cresce, mas recua em novembro

A produção brasileira de fertilizantes intermediários somou 517 mil toneladas em novembro, registrando queda de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

Apesar da retração pontual, o acumulado de janeiro a novembro apresentou alta de 4,1%, totalizando 6,72 milhões de toneladas, contra 6,46 milhões no mesmo período de 2024.

Importações desaceleram no mês, mas sobem no acumulado do ano

As importações de fertilizantes chegaram a 3,85 milhões de toneladas em novembro, uma redução de 12,7% na comparação anual. Ainda assim, no acumulado do ano até novembro, o volume importado atingiu 39,70 milhões de toneladas, registrando crescimento de 4,8% em relação a 2024.

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O Porto de Paranaguá manteve-se como principal porta de entrada dos fertilizantes importados, movimentando 9,95 milhões de toneladas entre janeiro e novembro — alta de 6,4% sobre o ano anterior e participação de 25,1% no total nacional, conforme dados do Siacesp e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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