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Esmagamento de soja em Mato Grosso cresce 2,5% em 2025 e deve seguir em alta neste ano, aponta IMEA

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Indústria de processamento fecha 2025 com desempenho positivo

O esmagamento de soja em Mato Grosso manteve trajetória de crescimento em 2025, impulsionado pela maior capacidade industrial e pela elevação da demanda por óleo vegetal no estado.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o volume processado atingiu 13,01 milhões de toneladas, um avanço de 2,58% em relação a 2024 e 15,44% acima da média dos últimos cinco anos.

Somente em dezembro de 2025, o estado registrou o esmagamento de 1,10 milhão de toneladas de soja, alta de 9,02% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Projeção para 2026 indica novo recorde de processamento

Para 2026, o IMEA projeta uma continuidade da tendência de alta, com expectativa de que o volume chegue a 13,24 milhões de toneladas de soja esmagadas — o maior patamar da série histórica.

O instituto destaca que o resultado será sustentado pelo fortalecimento da indústria local, pelo crescimento do consumo interno e pela demanda crescente por derivados, especialmente o óleo de soja.

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Capacidade industrial e biodiesel impulsionam o setor

O bom desempenho de 2025 foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da capacidade de esmagamento das indústrias mato-grossenses, que cresceu 4,21% em relação a 2024.

Outro fator determinante foi a maior demanda por óleo de soja, estimulada pela elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, que passou para 15% (B15) em agosto de 2025.

Essa medida aumentou significativamente o consumo interno de óleo vegetal, contribuindo para manter o ritmo acelerado do processamento de soja no estado.

Valorização do óleo de soja eleva margens da indústria

A margem bruta de esmagamento também apresentou avanço expressivo, alcançando R$ 549,53 por tonelada em 2025 — um crescimento de 31,88% em relação ao ano anterior.

O indicador foi sustentado principalmente pela valorização do óleo de soja, que teve alta de 27,37% na comparação anual, reforçando a rentabilidade das indústrias do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia Mundial do Atum destaca benefícios do pescado para a saúde cardiovascular e reforça consumo consciente

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Celebrado em 2 de maio, o Dia Mundial do Atum reforça a importância do pescado na alimentação global e destaca seus benefícios para a saúde, especialmente na proteção cardiovascular. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e ácidos graxos essenciais, o atum vem conquistando espaço crescente na mesa dos brasileiros.

No Brasil, cerca de 25 mil toneladas de atum são capturadas anualmente, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe), consolidando o pescado como uma importante fonte proteica no país.

Além do mercado interno aquecido, o segmento global de conservas de atum e sardinha segue em expansão. A projeção é de que o setor alcance US$ 16,38 bilhões em 2026 e ultrapasse US$ 27,74 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 6,03%.

Atum é aliado da saúde do coração

Especialistas destacam que o principal diferencial nutricional do atum está na elevada concentração de ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, amplamente reconhecidos por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo regular do pescado integra uma dieta cardioprotetora e oferece diversos benefícios ao organismo.

Entre os principais efeitos positivos estão:

  • Redução dos triglicerídeos: Os ácidos graxos ajudam no controle dos lipídios circulantes no sangue.
  • Melhora da circulação sanguínea: O ômega-3 favorece a saúde do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos.
  • Ação anti-inflamatória: Auxilia na redução de inflamações sistêmicas associadas ao risco cardiovascular.
  • Proteção contra arritmias: Contribui para a estabilização do ritmo cardíaco.
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Além disso, o atum é fonte relevante de:

  • Vitamina B12
  • Vitamina D
  • Selênio
  • Proteínas de alta digestibilidade
Consumo exige equilíbrio

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o consumo moderado, principalmente devido à presença de mercúrio, substância que tende a se concentrar em peixes de grande porte.

O nutricionista e professor da Afya São João del-Rei, Dr. Marcio Augusto Trindade, explica que a exposição excessiva ao metal pode causar efeitos tóxicos, especialmente em grupos mais sensíveis.

Gestantes, lactantes e crianças devem ter atenção redobrada, já que o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.

A recomendação geral é consumir atum de duas a três vezes por semana, alternando com pescados de menor concentração de mercúrio, como a sardinha.

Atum enlatado mantém benefícios

O especialista destaca ainda que o atum enlatado preserva boa parte de suas propriedades nutricionais, especialmente proteína e ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia.

No entanto, alguns cuidados são importantes:

  • Dar preferência às versões conservadas em água
  • Optar por produtos com menor teor de sódio
  • Observar o tipo de espécie utilizada
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Espécies menores, como o atum light enlatado, costumam apresentar níveis mais baixos de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como a albacora.

Consumo global segue em alta

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o pescado já representa 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal.

A produção global supera 185 milhões de toneladas, sendo mais da metade proveniente da aquicultura.

O consumo per capita praticamente dobrou desde a década de 1960, passando de 9,1 quilos para 20,7 quilos por pessoa ao ano em 2022.

As projeções indicam que, até 2030, a demanda mundial exigirá cerca de 24 milhões de toneladas adicionais de pescado por ano.

O avanço reflete a busca crescente por proteínas mais saudáveis, sustentáveis e funcionais, cenário que coloca o atum em posição estratégica no mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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