AGRONEGÓCIO
Estado conquista espaço global com defesa agropecuária e carne bovina
AGRONEGÓCIO
Rondônia vem se destacando como referência nacional na defesa sanitária agropecuária. O Estado foi pioneiro ao receber reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, chancela concedida pela OMSA em 2021, resultado direto da parceria sólida entre produtores rurais e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril.
Essa conquista trouxe ganhos concretos para quem trabalha no campo. A suspensão da vacinação contra aftosa reduziu custos para os pecuaristas e, ainda mais importante, aumentou a confiança internacional na carne produzida em solo rondoniense. Com garantias sanitárias reconhecidas, Rondônia passou a acessar mercados mais exigentes e rentáveis, impulsionando as exportações e reforçando o status da pecuária estadual no cenário brasileiro.
Números recentes confirmam esse bom momento. Segundo dados oficiais do setor, só em 2024 o Estado embarcou ao exterior mais de 276 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 1,16 bilhão. E de janeiro a setembro de 2025, as exportações já superam US$ 1,1 bilhão, com aumento de mais de 17% no volume em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse ritmo, a expectativa é ultrapassar com folga o total exportado em 2024.
Mesmo países que elevaram barreiras ao comércio, caso dos Estados Unidos com o recente “tarifaço”, mantiveram interesse pelo produto de Rondônia. Em 2024, as vendas para o mercado norte-americano somaram quase US$ 60 milhões; em 2025, em apenas nove meses, esse valor já ultrapassou US$ 77 milhões – mais de 50% acima do registrado no ano anterior.
Atualmente, Rondônia contabiliza um rebanho de aproximadamente 18 milhões de cabeças, espalhadas por mais de 114 mil propriedades rurais. Para manter esse patamar e garantir acesso contínuo a mercados internacionais, produtores devem estar atentos à atualização cadastral obrigatória, ação fundamental para rastreabilidade, formulação de políticas públicas e avanço sanitário.
A partir de novembro, terá início a segunda etapa anual da declaração de rebanhos. O processo pode ser feito de maneira digital, diretamente pelo portal oficial da Agência Estadual, reduzindo custos e facilitando a vida do produtor.
O exemplo de Rondônia mostra como resultados positivos em sanidade animal abrem portas, agregam valor ao produto e fortalecem a posição do Estado – e do produtor local – no competitivo mercado global de carnes.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge
A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.
O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.
Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade
Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.
Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.
Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.
Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional
De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.
O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.
A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.
“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.
Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável
Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.
Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.
A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.
Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global
A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.
A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.
Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.
A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.
Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja
Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.
A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.
RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas
O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.
Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.
A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.
“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.
Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força
A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.
A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.
O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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