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Expedição Safra Goiás 2025/26 percorre 30 municípios com apoio da Agrodefesa e foco em boas práticas agrícolas

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) participa como apoiadora oficial da Expedição Safra Goiás 2025/26, iniciativa promovida pelo Sistema Faeg/Senar/Ifag/Sindicatos Rurais. O projeto, que chega à sua terceira edição, tem como objetivo coletar dados técnicos, econômicos e produtivos da agricultura goiana, além de promover trocas de experiências e orientações diretas aos produtores.

Entre os dias 18 e 22 de janeiro de 2026, as equipes da expedição irão percorrer mais de 3 mil quilômetros, visitando 30 municípios em todo o estado. Ao longo do trajeto, estão previstos nove encontros técnicos com produtores rurais, gestores públicos, profissionais e representantes de instituições parceiras do agronegócio.

Monitoramento e orientações fitossanitárias

Durante as visitas, equipes da Agrodefesa acompanharão as rotas da expedição, com foco na prevenção e controle de doenças das lavouras, especialmente a ferrugem asiática da soja. Os técnicos vão reforçar práticas como a eliminação de plantas voluntárias (tigueras), o cumprimento do vazio sanitário e o uso correto e seguro de agrotóxicos.

De acordo com Rafael Vieira, presidente em substituição da Agrodefesa, a presença da instituição no evento reforça o compromisso do Governo de Goiás com a sustentabilidade e a segurança da produção agrícola.

“Nosso objetivo é ampliar o alcance das ações de sanidade vegetal e levar informações estratégicas ao maior número possível de produtores, fortalecendo o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura”, destacou Vieira.

Expedição em duas rotas: Oeste e Leste

Nesta edição, a Expedição Safra Goiás foi estruturada em duas grandes rotas — Oeste e Leste —, que irão operar simultaneamente. Ao todo, serão 260 amostragens de produtividade, baseadas na metodologia da Embrapa. Destas, 60 serão conduzidas pela equipe técnica da expedição e 200 com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás).

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A primeira etapa será voltada à soja, principal cultura do estado. As demais etapas, programadas para o decorrer do ciclo agrícola, também incluirão levantamentos sobre a segunda safra e outras cadeias produtivas.

Encerramento e divulgação dos resultados

O encerramento desta primeira etapa está previsto para sexta-feira, 23 de janeiro, em Goiânia, com uma coletiva de imprensa que apresentará o panorama consolidado da safra 2025/26 em Goiás. Durante o evento, serão divulgados os dados de produtividade, condições climáticas, práticas de manejo e demais indicadores que retratam a realidade do campo goiano.

Os interessados podem acompanhar as atualizações da expedição e a programação completa por meio do perfil oficial no Instagram: @expedicao.safragoias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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