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Exportações de açúcar caem em volume e receita em julho, mas embarques programados avançam

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Queda no desempenho das exportações

As exportações brasileiras de açúcar e outros melaços registraram recuo em julho. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média ficou em US$ 64,033 milhões, considerando os 23 dias úteis do mês, enquanto o volume médio diário exportado foi de 156,248 mil toneladas.

No total, foram embarcadas 3.593.700 toneladas, gerando receita de US$ 1,472 bilhão, com preço médio de US$ 409,80 por tonelada.

Comparação com julho de 2024

Em relação à média diária de julho de 2024, quando foram registrados US$ 75,644 milhões, houve queda de 15,3% na receita diária. O volume exportado recuou 5% frente às 164,449 mil toneladas embarcadas por dia no mesmo período do ano passado.

O preço médio também apresentou retração, caindo 10,9% frente aos US$ 460,00 por tonelada praticados em julho de 2024. No acumulado do mês, o volume embarcado foi 5,3% menor que as 3,782 milhões de toneladas de julho do ano passado. A receita total recuou 15% na comparação anual, frente aos US$ 1,739 bilhão de 2024.

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Programação de embarques cresce

Apesar da queda nos resultados de julho, a programação de embarques nos portos brasileiros avançou. Levantamento da agência marítima Williams Brasil apontou que, na semana encerrada em 6 de agosto, 80 navios aguardavam para carregar açúcar, contra 79 na semana anterior.

O volume programado é de 3,577 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 3,553 milhões da semana anterior.

Portos com maior movimento

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte dos embarques previstos, com 2.570.848 toneladas. Em seguida aparecem:

  • Porto de Paranaguá (PR): 699.860 toneladas
  • Porto de São Sebastião (SP): 146.400 toneladas
  • Porto de Imbituba (SC): 135.557 toneladas
  • Porto de Itajaí (SC): 25.000 toneladas
Tipos de açúcar a serem exportados

A carga prevista inclui 3.359.828 toneladas de açúcar VHP, 109,5 mil toneladas de Cristal B150 e 108.700 toneladas de TBC. O levantamento considera embarcações já ancoradas, navios em espera e os previstos para atracar até 19 de setembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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