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Exportações de algodão ganham força e podem ultrapassar 300 mil toneladas em outubro

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Beneficiamento da safra 2024/25 avança no Brasil

O beneficiamento do algodão em pluma da safra 2024/25 já ultrapassa a metade do volume total previsto, impulsionando o ritmo das exportações brasileiras neste mês de outubro. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o bom desempenho dos embarques pode levar o país a registrar o maior volume exportado desde o início do ano. Caso o ritmo atual se mantenha, o total embarcado deve superar 300 mil toneladas até o fim do mês.

Exportações em ritmo acelerado

O cenário favorável para o algodão brasileiro reflete o aumento da competitividade no mercado internacional, especialmente diante da boa qualidade do produto e da demanda consistente de compradores estrangeiros. O avanço no beneficiamento da pluma tem garantido maior oferta para exportação, permitindo que o setor mantenha o fluxo de embarques em alta.

Mercado interno adota postura cautelosa

Enquanto o cenário externo segue aquecido, o mercado doméstico apresenta um comportamento mais estável. De acordo com pesquisadores do Cepea, o baixo escoamento de produtos manufaturados tem levado as indústrias têxteis a agirem com cautela na compra de novos lotes de algodão. Essa postura reduz a pressão sobre os preços internos e mantém as negociações dentro de uma faixa estreita.

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Cotações seguem estáveis

As cotações do algodão no mercado brasileiro acompanham de perto a paridade de exportação, com variações pouco expressivas ao longo de outubro. A média mensal está em R$ 3,55 por libra-peso, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp, o que representa um intervalo de apenas 2,8%. Essa estabilidade reflete o equilíbrio entre o ritmo firme das exportações e a cautela da demanda doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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