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Exportações de carne suína do Brasil batem recorde histórico em março

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Volume exportado atinge maior nível da história

As exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, alcançaram recorde histórico em março, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 153,8 mil toneladas no período, volume 32,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 116,3 mil toneladas.

Receita também registra crescimento expressivo

Além do avanço em volume, a receita obtida com as exportações também atingiu um novo recorde. Em março, o faturamento somou US$ 361,6 milhões, resultado 30,1% maior em relação aos US$ 278 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Primeiro trimestre mantém ritmo positivo

No acumulado de janeiro a março, o setor também apresentou crescimento consistente. Foram exportadas 392,2 mil toneladas, alta de 16,5% em comparação às 336,8 mil toneladas do primeiro trimestre do ano passado.

A receita no período alcançou US$ 916 milhões, avanço de 16,1% frente aos US$ 788,9 milhões registrados anteriormente.

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Filipinas lideram importações de carne suína brasileira

As Filipinas se mantiveram como principal destino das exportações brasileiras em março, com a importação de 48,9 mil toneladas — crescimento de 80,7% na comparação anual.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 18,2 mil toneladas (+85,8%);
  • China: 12,7 mil toneladas (-9,5%);
  • Chile: 10,6 mil toneladas (+26,1%);
  • Hong Kong: 8,8 mil toneladas (-29,4%).
Demanda internacional sustenta projeções positivas

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a demanda global pela carne suína brasileira segue aquecida, especialmente em países da Ásia e da América do Sul.

“A tendência é que esse desempenho positivo se mantenha ao longo dos próximos meses, reforçando as projeções de crescimento das exportações em 2026”, avalia.

Região Sul lidera exportações brasileiras

Santa Catarina segue como o principal estado exportador de carne suína do Brasil, com 71 mil toneladas embarcadas em março, crescimento de 21,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Outros destaques incluem:

  • Rio Grande do Sul: 43,3 mil toneladas (+71,4%);
  • Paraná: 21,4 mil toneladas (+10,5%);
  • Minas Gerais: 4,8 mil toneladas (alta expressiva);
  • Mato Grosso: 4,2 mil toneladas (+37,8%).
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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