AGRONEGÓCIO
Exportações de grãos do Brasil devem atingir 20,5 milhões de toneladas em março de 2026
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As exportações brasileiras de grãos e derivados seguem em ritmo acelerado no início de 2026, com destaque para a soja e o farelo de soja, que lideram a pauta exportadora nacional. De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, o país mantém fluxo robusto de embarques, refletindo a força do agronegócio brasileiro mesmo em um cenário global competitivo.
Projeções de embarques de soja em março
Para o mês de março de 2026, as projeções indicam que o volume de soja exportado poderá variar entre 15 milhões e 17,94 milhões de toneladas, conforme a programação de navios (line-up).
Apesar da ANEC adotar uma postura cautelosa, o intervalo evidencia a capacidade de produção e escoamento do país, sustentando o desempenho do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Principais portos brasileiros movimentam grãos
O Porto de Santos permanece como o principal hub logístico para a exportação de soja, com previsão de embarque de mais de 1,6 milhão de toneladas na semana de 8 a 14 de março. Outros portos estratégicos também apresentam movimentação expressiva:
- Paranaguá: 652.091 toneladas de soja previstas.
- Barcarena: 599.420 toneladas de soja projetadas.
- São Luís/Itaqui: previsão de 529.480 toneladas de soja.
O desempenho dos portos mostra a importância da infraestrutura logística para garantir o fluxo contínuo de grãos e a competitividade do Brasil no comércio internacional.
China segue como principal destino da soja brasileira
O mercado asiático continua dominando a pauta exportadora. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os dados de exportação de soja mostram:
- China: 71% das compras.
- Espanha, Turquia e Tailândia: 4% cada.
- Vietnã e Taiwan: 2% cada.
A concentração na China reflete a dependência do país no fornecimento de soja brasileira, reforçando a necessidade de diversificação de mercados nos próximos anos.
Diversificação da pauta: milho, farelo, trigo, DDGS e sorgo
Além da soja em grão, outros produtos também apresentam projeções sólidas para março:
- Farelo de soja: 2,82 milhões de toneladas.
- Milho: 801.727 toneladas, crescimento significativo em relação às 474 mil toneladas de março de 2025.
- Trigo: 384.233 toneladas.
- DDGS (resíduo do etanol de milho): 67.200 toneladas.
- Sorgo: 32.000 toneladas.
A diversificação da pauta exportadora fortalece o agronegócio brasileiro, reduzindo riscos e ampliando a participação em mercados internacionais.
Comparativo histórico: início de 2026 supera 2025
O início de 2026 apresenta desempenho superior ao registrado no ano anterior. Em janeiro, o Brasil exportou 7,72 milhões de toneladas, contra 6,74 milhões em janeiro de 2025.
Para março, a expectativa é superar 20,5 milhões de toneladas em produtos de cereais, ultrapassando os 18,6 milhões do mesmo período de 2025.
O cenário reforça a competitividade e a capacidade de produção do país, consolidando o Brasil como protagonista no comércio global de grãos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Canola de segunda safra no Brasil pode reduzir emissões da aviação em até 55%, aponta estudo sobre SAF
SAF de canola pode reduzir emissões da aviação em até 55%
Uma avaliação do ciclo de vida do combustível sustentável de aviação (SAF) produzido a partir da canola de segunda safra no Brasil indica potencial de redução de até 55% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), em comparação ao querosene fóssil Jet-A1.
O estudo considera todas as etapas da cadeia produtiva — do cultivo da canola até a queima do combustível na aeronave — por meio da metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), amplamente utilizada para mensurar impactos ambientais completos.
A pesquisa é resultado de uma colaboração entre o Laboratório de Energia e Ambiente (LEA) da Universidade de Brasília, a Embrapa Agroenergia e a Embrapa Meio Ambiente.
Redução de emissões depende de cenário e tecnologia adotada
Segundo a pesquisadora Priscila Sabaini, da Embrapa Meio Ambiente, o potencial de redução de 55% representa um cenário otimista e ainda hipotético, baseado em condições ideais de adoção.
Na prática, o percentual pode variar devido a limitações técnicas e regulatórias, especialmente na substituição total do combustível fóssil.
Atualmente, o SAF do tipo HEFA (produzido a partir de óleos e gorduras) permite mistura de até cerca de 50% com querosene convencional, o que impede substituição integral no curto prazo.
Produção de SAF ainda depende de evolução regulatória e tecnológica
Os pesquisadores destacam que os percentuais de redução devem ser entendidos como potencial de mitigação, e não como resultado imediato.
O avanço do setor depende de fatores como:
- Desenvolvimento tecnológico
- Expansão da produção de SAF
- Adequações regulatórias
- Adoção em larga escala no setor aéreo
O estudo também contribui para debates internacionais sobre descarbonização da aviação e políticas climáticas.
Cenários analisados incluem produção e uso do combustível
A pesquisa utilizou dados reais de produtores brasileiros, considerando condições tropicais de cultivo em sistema de segunda safra.
Foram avaliados três cenários principais:
- Combustível fóssil Jet-A1
- Mistura com 50% SAF e 50% Jet-A1
- Uso de 100% SAF
A rota tecnológica analisada foi a HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), que converte óleos vegetais em combustível de aviação por hidrotratamento.
O estudo também dialoga com iniciativas como o Corsia, da Organização da Aviação Civil Internacional, além de políticas brasileiras como o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.
Agricultura responde pela maior parte das emissões do SAF
Os resultados mostram que a etapa agrícola é a principal fonte de emissões no ciclo de vida do SAF de canola.
- Cultivo: cerca de 34,2 g CO₂ eq./MJ
- Conversão industrial HEFA: cerca de 12,8 g CO₂ eq./MJ (com hidrogênio fóssil)
O principal fator de impacto está no uso de fertilizantes nitrogenados, que também gera emissões de óxido nitroso (N₂O).
Segundo o pesquisador Alexandre Cardoso, da Embrapa Agroenergia, esse é o ponto mais crítico do sistema, com impactos adicionais sobre água e ecossistemas.
Hidrogênio renovável pode reduzir emissões em até 94%
Um dos principais achados do estudo é o papel do hidrogênio na produção do SAF.
Quando o hidrogênio fóssil é substituído por hidrogênio verde, produzido a partir de fontes como energia solar e eólica, as emissões da etapa industrial podem cair entre 86% e 94%.
Esse fator reforça a importância da integração entre bioenergia e energia renovável para ampliar a eficiência climática do combustível.
Canola de segunda safra melhora sustentabilidade no Brasil
No Brasil, a canola é cultivada majoritariamente como segunda safra, em rotação com a soja, o que melhora o aproveitamento de áreas agrícolas já existentes.
Segundo o pesquisador Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, essa característica reduz a competição por terra e melhora o desempenho ambiental do cultivo em comparação a regiões onde a cultura é plantada como safra principal.
O estudo, no entanto, não considerou emissões de mudança indireta no uso da terra (iLUC), apontadas como tema para pesquisas futuras.
Implicações para políticas públicas e certificação ambiental
Os resultados reforçam a importância de instrumentos regulatórios para expansão sustentável do SAF no Brasil.
Atualmente, a canola ainda não está incluída na rota HEFA do RenovaCalc, ferramenta usada para certificação de intensidade de carbono e geração de Créditos de Descarbonização (CBIOs) dentro do RenovaBio.
A inclusão da cultura pode ampliar o portfólio de matérias-primas certificáveis e melhorar a representatividade da agricultura nacional no sistema.
Sustentabilidade vai além da redução de carbono
O estudo destaca que a avaliação ambiental do SAF deve considerar não apenas emissões de carbono, mas também impactos sobre solo, água e ecossistemas.
Pesquisadores apontam que a sustentabilidade do combustível depende da combinação entre:
- Melhores práticas agrícolas
- Uso eficiente de fertilizantes
- Integração com energia renovável
- Avanços industriais
Para os autores, o Brasil reúne condições favoráveis para integrar produção agrícola e energia limpa, ampliando o potencial climático do SAF e fortalecendo sua posição na transição energética global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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