RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Exportações de subprodutos cítricos ganham alívio tarifário e impulsionam setor brasileiro

Publicados

AGRONEGÓCIO

O setor exportador de derivados de citros recebeu um importante incentivo neste fim de ano. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), uma ordem executiva publicada em 20 de novembro reduziu as tarifas de 40% aplicadas a óleos essenciais, subprodutos terapêuticos e à polpa de laranja.

Com a medida, esses produtos passaram a ter tarifa zero, embora ainda estejam sujeitos a uma sobretaxa adicional de 10%. Até então, as exportações dos subprodutos enfrentavam barreiras mais pesadas do que o suco de laranja, que já havia sido isento da taxa desde julho.

Isenção tarifária deve reaquecer exportações aos Estados Unidos

Os subprodutos cítricos brasileiros vinham perdendo competitividade no mercado norte-americano em função da sobretaxa de 40%, o que reduziu os volumes exportados nos últimos meses.

Com a isenção anunciada em novembro, a expectativa é de recuperação dos embarques aos Estados Unidos, especialmente para empresas que atuam com óleos e compostos usados nas indústrias de alimentos, cosméticos e farmacêutica.

Entretanto, o d-limoneno e outras frações não específicas de óleos essenciais continuam submetidos à tarifa recíproca de 40%, por não estarem incluídos na lista de isenções da nova ordem executiva.

Leia Também:  Cotação do trigo no Brasil recua apesar de valorização no mercado externo — estoques elevados e importações pressionam preços
Redução de custos amplia competitividade internacional

A retirada das tarifas é considerada uma boa notícia para o complexo citrícola brasileiro, que enfrenta um período de lentidão nas exportações de suco de laranja, principalmente para o mercado europeu.

O bloco europeu — que, junto com os Estados Unidos, representa a base da demanda global — tem importado volumes abaixo do esperado em 2025. Nesse contexto, a redução de custos nas exportações para o mercado americano pode favorecer o escoamento do produto brasileiro, ajudando a compensar parte da queda na demanda europeia.

Expectativa de recuperação gradual do setor

A decisão reforça o cenário de ajuste e recuperação para o setor citrícola brasileiro, que tem enfrentado desafios logísticos e oscilações na demanda internacional.

Com a revisão tarifária e o aquecimento esperado no mercado dos Estados Unidos, as exportações de subprodutos como óleos essenciais e polpa cítrica devem ganhar novo fôlego nos próximos meses, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global de derivados de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Milho: mercado internacional recua enquanto preços internos enfrentam desafios logísticos e baixa liquidez

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Publicados

em

Por

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Brasil bate recorde nas exportações de farelo de soja e mantém ritmo forte nas vendas de grão; mercado segue atento ao clima e à demanda chinesa
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Tocantins alcança recorde na colheita de milho safrinha e mantém qualidade na soja para sementes
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA