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Fed reduz taxa de juros em 0,25 ponto percentual para enfrentar riscos ao mercado de trabalho e à economia

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O Federal Reserve (Fed) anunciou nesta quarta-feira uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que agora varia entre 4% e 4,25%. A decisão, amplamente esperada pelo mercado, reflete a desaceleração econômica e mudanças na dinâmica do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Atividade econômica desacelera e inflação permanece elevada

Segundo o Comitê de Política Monetária do Fed, indicadores recentes mostram que a atividade econômica perdeu ritmo no primeiro semestre, enquanto a criação de empregos desacelerou e a taxa de desemprego subiu levemente, ainda que permaneça baixa.

A inflação continua relativamente elevada, sobretudo em bens, enquanto os serviços apresentam sinais de desinflação. O comitê reiterou que seu objetivo é atingir o máximo de emprego e manter a inflação em torno de 2% no longo prazo, avaliando continuamente os riscos e ajustando a política monetária conforme necessário.

Corte de juros é estratégico e voltado à gestão de riscos

O presidente do Fed, Jerome Powell, explicou que a redução de 0,25 ponto percentual deve ser entendida como um “corte para gestão de risco”. Segundo ele, os riscos de baixa para o emprego aumentaram e o crescimento econômico moderou, justificando a ação do banco central.

Powell ressaltou mudanças no mercado de trabalho: “O crescimento mais lento do emprego reflete menor imigração e enfraquecimento da demanda por trabalho. Estamos diante de um mercado de baixa contratação e baixa demissão”, afirmou.

Sobre a inflação, o dirigente destacou que o aumento nos preços de bens explica a maior parte da alta, enquanto a desinflação nos serviços sugere que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas. Isso reforça a confiança do Fed de que a taxa voltará a 2% de forma sustentada.

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Decisão do comitê e visão de membros

A redução de juros contou com o apoio de 11 membros, incluindo Powell, e um voto contrário de Stephen I. Miran, que defendia um corte maior de 0,5 ponto percentual.

“O comitê mudou amplamente sua visão sobre os riscos do mercado de trabalho”, afirmou Powell, destacando que a decisão foi equilibrada e que não havia consenso para um corte mais agressivo neste momento. Ele reforçou ainda o compromisso com a independência do banco central e o cumprimento do duplo mandato, assegurando que a instituição seguirá avaliando os dados de reunião a reunião.

Próximos passos e monitoramento contínuo

O Fed continuará acompanhando atentamente os indicadores econômicos, avaliando a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos antes de realizar novos ajustes na política monetária. A instituição também seguirá reduzindo suas participações em títulos do Tesouro, títulos de dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas de agências.

“O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o emprego máximo e retornar a inflação à meta de 2%”, reforçou o comunicado oficial do Fed, indicando que medidas adicionais poderão ser adotadas caso surjam riscos que comprometam esses objetivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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