AGRONEGÓCIO
Fórum em Cuiabá debate alternativas para enfrentar endividamento rural
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Produtores rurais de todo o Estado se reúnem nesta segunda-feira (15.09), em Cuiabá, para discutir um tema que preocupa cada vez mais o campo: o endividamento. O Fórum de Crédito e Endividamento Rural, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), pretende jogar luz sobre as causas da crise financeira no setor e apontar alternativas para quem luta para manter a atividade em pé.
O encontro ocorre em um cenário delicado. Altos custos de produção, preços mais baixos da soja e do milho e crédito mais restrito têm pressionado as contas do agronegócio. Dados recentes mostram aumento na inadimplência e no volume de renegociações de dívidas rurais. Muitos produtores já dependem de prorrogações para evitar execução de contratos, enquanto outros temem perder acesso ao financiamento no próximo ciclo.
A programação do fórum inclui debates sobre renda e faturamento nos últimos anos, aspectos legais para alongamento de dívidas, métodos consensuais de solução de conflitos e estudo de casos reais de produtores que enfrentaram dificuldades. A ideia é oferecer ferramentas práticas, desde ajustes de gestão até caminhos jurídicos, para aliviar a pressão sobre as propriedades.
Para a Aprosoja, o momento exige união. A entidade lembra que, embora nem todos os produtores estejam endividados hoje, a tendência do atual cenário é de que o problema se espalhe. A proposta do evento é construir coletivamente alternativas para renegociar prazos, melhorar o acesso a crédito e dar fôlego ao campo, sem quebras em larga escala.
O recado é claro: discutir o endividamento não é só resolver a situação de quem já está no vermelho, mas preparar o setor produtivo para enfrentar tempos de margens mais apertadas e crédito caro.
Fonte: Pensar Agro
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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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