AGRONEGÓCIO
Frísia encerra 2025 com faturamento recorde de R$ 5,99 bilhões e crescimento em todos os segmentos
AGRONEGÓCIO
Frísia apresenta crescimento consistente em 2025
A Frísia Cooperativa Agroindustrial registrou faturamento de R$ 5,99 bilhões em 2025, resultado superior ao de 2024, quando alcançou R$ 5,79 bilhões. O desempenho foi divulgado durante a Assembleia Geral Ordinária da Frísia, realizada no último sábado (28), no Auditório Leendert de Geus, na sede da cooperativa, em Carambeí (PR).
De acordo com o presidente do Conselho de Administração, Geraldo Slob, o resultado reflete gestão responsável, transparência e confiança dos cooperados.
“A Assembleia é um dos momentos mais importantes do ano, pois prestamos contas, ouvimos o cooperado e reforçamos que cada decisão deve refletir seus interesses. O crescimento é fruto de planejamento, eficiência produtiva e da força do modelo cooperativista”, destacou.
Expansão nas principais áreas de atuação
O avanço da Frísia foi sustentado por quatro pilares produtivos: agricultura, pecuária leiteira, suinocultura e setor florestal. Em 2025, a cooperativa reuniu 1.090 cooperados e 1.373 colaboradores, com 12 entrepostos no Paraná e dois no Tocantins.
Entre os principais resultados operacionais do ano:
- 1 milhão de toneladas de grãos recebidos em armazéns;
- 369,3 milhões de litros de leite produzidos (recorde histórico);
- 29,7 mil toneladas de suínos entregues;
- 136 mil toneladas de madeira processadas.
Soja e cevada impulsionam agricultura
A safra de soja 2024/2025 foi marcada por condições climáticas favoráveis, eficiência operacional dos cooperados e alto nível de manejo agronômico, resultando em produtividade 14% maior em relação à safra anterior — o melhor desempenho da história da cooperativa.
No Tocantins, o aumento da área cultivada também levou a uma safra recorde de soja. Já a cevada teve crescimento de 45% no volume produzido e rendimento 5,1% acima da média paranaense, consolidando a Frísia como uma das referências nacionais na cultura.
Suinocultura se fortalece com novos investimentos
O setor de suínos apresentou crescimento expressivo, impulsionado pela expansão da produção de leitões e por parcerias estratégicas. O modelo de integração com a Aurora Coop garantiu previsibilidade de escoamento e segurança comercial aos produtores, fortalecendo as bases para o crescimento projetado para 2026 e 2027.
Cooperativismo e reconhecimento
Durante a Assembleia Geral Ordinária, a Frísia também prestou homenagem a cooperados que completaram 50 e 60 anos de atuação junto à cooperativa:
- 50 anos: João Dykstra, Cornélio Dykstra e Reinder Jacobi;
- 60 anos: Albert Kuipers e Reinder Kuipers.
O evento ainda marcou a eleição da nova chapa do Conselho Fiscal para 2026, composta por Deborah de Geus, Gaspar João de Geus, Juan van der Vinne, Janus Katsman, Pieter Arthur Biersteker e Paulo Eduardo Piotrowski.
Frísia reforça foco em gestão e inovação
O desempenho e as ações realizadas em 2025 foram detalhados no Relatório de Gestão, entregue aos cooperados durante a AGO. O documento destaca que a inovação, a governança e o fortalecimento da cadeia produtiva continuarão sendo prioridades estratégicas para a cooperativa em 2026.
“Seguimos investindo em tecnologia e sustentabilidade, sempre valorizando o cooperado e buscando resultados que fortaleçam toda a cadeia agroindustrial”, concluiu o presidente Geraldo Slob.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco leva cuidado, saúde e alegria às crianças dos ramais Boa Água e Colibri
-
AGRONEGÓCIO13 horas atrásInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásFim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura fortalece produção de mudas no Horto Florestal e amplia ações de arborização em Rio Branco
-
AGRONEGÓCIO13 horas atrásEstado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro
-
AGRONEGÓCIO11 horas atrásBrasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
-
TJ AC6 dias atrásPlano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena