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Frutas mais vendidas têm queda de preço nas Ceasas em janeiro, aponta Conab; batata e cebola também ficam mais baratas
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Os consumidores começaram 2026 com boas notícias no setor hortifrutigranjeiro. De acordo com o 2º Boletim Prohort, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), quatro das cinco frutas mais comercializadas nas Centrais de Abastecimento registraram queda de preços em janeiro.
Entre as hortaliças, batata e cebola também apresentaram recuo nas cotações médias.
Melancia lidera redução de preços entre as frutas
A melancia foi o destaque do mês, com uma queda expressiva de 29,96% na média ponderada de preços.
Mesmo com menor oferta — resultado da redução da safra paulista e da entressafra em Goiás — a demanda mais fraca nos principais mercados, como o do Rio de Janeiro, contribuiu para a queda nas cotações.
O mamão também ficou mais acessível, com redução de 11,04%, impulsionada pelo aumento da oferta das variedades papaya (norte do Espírito Santo) e formosa (sul da Bahia).
Banana e laranja registram leve retração
A banana apresentou queda de 8,99% no preço médio, reflexo da boa oferta da variedade nanica, favorecida por temperaturas elevadas e chuvas regulares, que melhoraram a qualidade dos cachos.
Já a laranja teve uma variação negativa mais suave, de 4,83%, com reduções mais acentuadas nos entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%), devido à maior disponibilidade local.
Batata e cebola também ficam mais baratas
Entre as hortaliças, a batata registrou queda de 11,75% no preço médio, resultado da safra das águas, que aumentou a oferta e estabilizou o mercado.
A cebola teve redução semelhante, de 11,01%, movimento considerado atípico para o período. O principal fator foi o aumento da produção catarinense, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.
Alta nos preços de alface, cenoura, tomate e maçã
Nem todos os produtos acompanharam a tendência de queda. A alface subiu 36,56% em janeiro, devido às chuvas intensas nas regiões produtoras, que prejudicaram a colheita e reduziram a qualidade da folhosa.
A cenoura teve aumento de 8,55%, causado pela queda de 9% na oferta. Mesmo com o avanço, os valores ainda estão abaixo dos observados em janeiro de 2025.
O tomate encareceu 9,46%, reflexo da menor área de colheita disponível nas Ceasas. Já a maçã subiu 7,75%, influenciada pelo esgotamento dos estoques do Sul do país e pelo fim da safra paulista. A menor demanda evitou uma elevação ainda maior.
Exportações de frutas registram queda em volume, mas alta em receita
Em janeiro de 2026, o Brasil exportou 98,44 milhões de toneladas de frutas, queda de 12% frente ao mesmo mês de 2025.
Apesar da redução no volume, o faturamento subiu 4,4%, somando US$ 112 milhões (FOB), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O desempenho foi sustentado pelas boas vendas para Europa e Ásia, mesmo com queda nos embarques de melões, limões, uvas e melancias.
Ceasas reforçam papel na conservação e logística dos alimentos
A seção “Destaques das Ceasas” da nova edição do Boletim Prohort aborda a importância da cadeia do frio para manter a qualidade e ampliar a durabilidade de frutas e hortaliças.
Segundo a Conab, as centrais de abastecimento têm papel essencial na infraestrutura de refrigeração e transporte, garantindo menor perda de produtos e maior eficiência logística.
Boletim Prohort ganha formato mais acessível
A 2ª edição de 2026 do Boletim Prohort traz layout reformulado, com linguagem mais simples e navegação intuitiva. O objetivo, segundo a Conab, é facilitar o acesso às informações e tornar os dados do mercado atacadista mais claros e rápidos de consultar, reforçando o compromisso da instituição com a transparência e a melhoria contínua dos serviços públicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ampliação do Pronampe pode ajudar micro e pequenas empresas a reorganizar dívidas, mas exige cautela jurídica e financeira
A recente ampliação das condições de crédito para micro e pequenas empresas no âmbito do Desenrola 2.0 reacendeu a discussão sobre o papel do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) como instrumento de reestruturação financeira. Com o aumento do limite de crédito, prazos mais longos e carência estendida, a medida é vista como uma alternativa para negócios ainda pressionados pelos efeitos econômicos da pandemia.
Pronampe volta ao centro da estratégia de recuperação financeira
A nova configuração do programa pode representar uma oportunidade para empresas que enfrentam dificuldades de caixa e precisam reorganizar passivos acumulados nos últimos anos. No entanto, especialistas destacam que a decisão de contratação deve ser tomada com cautela e planejamento.
De acordo com a advogada Milena Xavier Linhares de Andrade Viola, o cenário atual exige uma avaliação estratégica mais rigorosa por parte dos empresários, especialmente daqueles que já recorreram a linhas de crédito durante a pandemia.
“Tivemos no país um número significativo de empresas que ingressaram com ações revisionais ou até recorreram à recuperação judicial justamente por não conseguirem arcar com os contratos firmados em um cenário de grande instabilidade econômica”, explica.
Crédito pode ajudar na reorganização, mas eleva responsabilidade financeira
Segundo a especialista, o aumento do limite do Pronampe pode ser utilizado como ferramenta de reestruturação, desde que bem planejado. A estratégia, em alguns casos, permite a substituição de dívidas antigas por uma nova operação de crédito mais organizada.
“Esse novo crédito, se bem estruturado, pode permitir a quitação de dívidas anteriores e a reorganização do passivo empresarial”, destaca Milena.
No entanto, o ambiente econômico atual é diferente daquele observado em 2020, especialmente devido ao patamar elevado da taxa básica de juros, o que encarece o custo do crédito e exige maior cautela na tomada de decisão.
Juros altos elevam risco de endividamento adicional
Para a advogada, o principal alerta está na possibilidade de as empresas assumirem compromissos acima da sua real capacidade de pagamento, o que pode transformar uma solução emergencial em um novo problema financeiro.
“Não se trata mais de um crédito barato. Muitas empresas podem ser levadas a contratar valores mais altos sem uma análise aprofundada da capacidade de pagamento que possuem, o que pode agravar o endividamento”, afirma.
Entre os riscos apontados estão o comprometimento do fluxo de caixa no médio prazo, a substituição de dívidas antigas por novas obrigações igualmente onerosas e a falsa percepção de segurança em função das garantias públicas do programa.
Mesmo com esses mecanismos, o crédito continua sendo exigível, podendo resultar em cobranças, execuções judiciais e impactos patrimoniais relevantes para empresas e, em alguns casos, sócios.
Planejamento financeiro e análise jurídica são fundamentais
Diante do cenário, especialistas reforçam que a adesão às novas condições do Pronampe deve ser precedida de análise detalhada da situação financeira da empresa, com projeções realistas de pagamento e avaliação do custo efetivo total da operação.
“A análise contratual, a avaliação de riscos e a definição da melhor estratégia de reestruturação financeira devem ser feitas com acompanhamento jurídico especializado. Isso garante mais segurança e evita que a empresa transforme uma oportunidade em um passivo ainda maior”, conclui a advogada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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