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Fundepag destaca inovação e sustentabilidade na COP30 e reforça papel estratégico na transição regenerativa do agro brasileiro

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Fundepag leva protagonismo em sustentabilidade e inovação à COP30

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) marcou presença na 30ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP30), realizada em Belém (PA). A entidade integrou a programação da AgriZone, iniciativa da Embrapa Amazônia Oriental que serviu como vitrine de tecnologias e projetos voltados à agricultura sustentável, segurança alimentar e resiliência climática.

Nos dias 19 e 20 de novembro, a Fundepag participou ativamente de debates sobre o futuro do agronegócio brasileiro, abordando temas como transição regenerativa, uso de biotecnologia, redução de emissões de carbono e integração entre ciência e mercado.

Painel “O Agro Brasileiro em 2030” discute futuro sustentável do setor

No dia 19 de novembro, os representantes da Fundepag — Mayra Izar, assessora de Relações Institucionais e Governamentais, e Denys Eduardo Biaggi, líder de Desenvolvimento de Negócios e Inteligência de Mercado — participaram da mesa-redonda “O Agro Brasileiro em 2030: Panorama, Perspectivas e Propósito”.

Durante o debate, os especialistas apresentaram estratégias para uma produção mais eficiente e ambientalmente responsável, destacando o uso crescente de insumos biológicos e tecnologias que reduzem emissões de carbono.

“Foi uma discussão de alto nível, com foco em construir uma visão estratégica do agro brasileiro alinhada aos desafios climáticos globais. Buscamos promover um diálogo aberto entre gerações, setores e regiões do país, sistematizando contribuições para políticas públicas e agendas internacionais”, ressaltou Mayra Izar.

Biaggi complementou que a COP30 proporcionou uma oportunidade única para apresentar projetos da Fundepag voltados à agricultura regenerativa, que alia alta produtividade a baixo impacto ambiental.

“Apresentamos ações de inovação aberta que conectam ciência e mercado, fortalecendo a missão da Fundepag de gerar soluções sustentáveis. O evento possibilitou uma troca valiosa entre empresas, governo e ONGs, criando pontes entre diferentes atores do setor”, destacou.

Agricultura regenerativa e rastreabilidade em foco na COP30

No dia 20 de novembro, o consultor Fernando Naufal representou a Fundepag na mesa “Agro que Regenera: Oportunidades e Desafios da Agricultura Tropical Regenerativa”, trazendo uma análise sobre os novos modelos produtivos sustentáveis baseados em solo vivo, biodiversidade e regeneração.

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Segundo Naufal, a participação ampliou a visibilidade do trabalho da Fundação e consolidou parcerias estratégicas.

“O evento fortaleceu nossa aproximação com a Embrapa, especialmente na área de rastreabilidade, e abriu novas possibilidades de expansão de projetos em parceria com o setor público e privado”, destacou.

Compromisso com a inovação e a sustentabilidade no agronegócio

A presença da Fundepag na COP30 reforça seu papel como agente articulador de soluções tecnológicas e colaborativas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. A instituição reafirma o compromisso com a pesquisa aplicada, a cooperação multissetorial e o desenvolvimento de um agronegócio mais sustentável e regenerativo.

“Nosso trabalho é integrar inovação, sustentabilidade e impacto positivo, conectando ciência e prática no campo. A COP30 foi mais um passo nessa jornada”, concluiu a direção da Fundação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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