AGRONEGÓCIO
GAFFFF chega a Sorriso (MT) e amplia presença do maior festival de cultura agro do mundo no coração do agronegócio brasileiro
AGRONEGÓCIO
Evento internacional do agro expande atuação e passa a integrar território produtivo
O Global Agribusiness Festival (GAFFFF), reconhecido como o maior festival de cultura agro do mundo, dará um novo passo em sua expansão ao ser realizado em Sorriso (MT), município considerado a capital nacional do agronegócio.
O evento acontecerá entre os dias 23 e 26 de julho, consolidando a estratégia de levar o festival para regiões diretamente ligadas à produção agrícola em escala global. Após edições de destaque em São Paulo, o GAFFFF passa a operar também como uma plataforma itinerante, com potencial de expansão nacional e internacional.
Segundo a organização, a iniciativa fortalece a proposta de aproximar conteúdo técnico, debates estratégicos e experiências de mercado do ambiente onde o agro acontece na prática.
Conexão entre campo, cidade e mercado ganha força com nova edição
Para a DATAGRO, responsável pela criação do festival, a chegada a Sorriso representa um avanço na missão de integrar conhecimento e tomada de decisão no setor.
“O GAFFFF nasce com o propósito de transformar conteúdo e inteligência de mercado em conexão real entre o campo e a cidade”, destacou Luiz Felipe Nastari, diretor de comunicação, eventos e educação da DATAGRO.
A proposta central do evento é reunir lideranças, produtores, empresas e especialistas para discutir tendências, desafios e oportunidades que impactam diretamente o futuro do agronegócio global.
Programação do GAFFFF em Sorriso terá quatro dias de atividades
A edição de Sorriso será dividida em uma programação estruturada ao longo de quatro dias:
- 23 e 24 de julho: realização do Global Agribusiness Forum (GAF), com debates sobre mercado, inovação, sustentabilidade e competitividade do agro
- 23 a 26 de julho: funcionamento da feira de negócios e área gastronômica, com experiências voltadas à inovação, cultura e networking
- Ativações culturais e shows musicais com curadoria da Prefeitura de Sorriso
Espaços de integração entre marcas, produtores e visitantes
Entre as novidades desta edição está o “Palco Sementes”, espaço que vai unir manifestações culturais locais com conteúdos de marcas e parceiros do setor, reforçando a identidade regional dentro do ecossistema do agro.
Sorriso reforça protagonismo como potência agrícola nacional
A escolha de Sorriso como sede do evento reforça o posicionamento do município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
De acordo com a Prefeitura, a realização do GAFFFF simboliza o reconhecimento da relevância econômica e produtiva da cidade.
“Receber o GAFFFF em Sorriso é um reconhecimento da relevância da nossa cidade para o agronegócio brasileiro”, afirmou o prefeito Alei Fernandes.
O município se destaca por:
- Liderança na produção de soja
- Forte presença na produção de milho em escala global
- Crescimento na cadeia do algodão
- Relevância nacional na produção de feijão
GAFFFF consolida plataforma global de cultura e negócios do agro
Criado pela DATAGRO, consultoria presente em mais de 50 países, o GAFFFF já se consolidou como um dos principais pontos de encontro do setor agro no mundo.
As edições anteriores, realizadas em São Paulo, reuniram mais de 50 mil participantes, fortalecendo o festival como uma plataforma global de conexão entre campo e cidade, além de debates estratégicos sobre o futuro da produção de alimentos.
Com a chegada a Sorriso, o evento amplia seu alcance e reforça sua posição como um dos principais hubs internacionais de inovação, negócios e cultura do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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