AGRONEGÓCIO
Getap lança prêmio nacional de produtividade para o sorgo e reforça expansão da cultura no Brasil
AGRONEGÓCIO
Getap amplia atuação e cria premiação inédita para o sorgo no Brasil
O Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap), reconhecido nacionalmente por premiar os maiores rendimentos na cultura do milho, anunciou o lançamento do primeiro concurso de produtividade para o sorgo no país. A iniciativa visa valorizar produtores que buscam altos tetos produtivos, eficiência e adoção de tecnologia em suas lavouras.
As inscrições já estão abertas e seguem até 31 de maio, abrangendo produtores de todo o território nacional. O lançamento ocorre em um momento estratégico, marcado pela forte expansão do sorgo no Brasil, tanto em área plantada quanto em demanda industrial.
Sorgo ganha relevância e cresce mais de 50% em cinco anos
De acordo com análise da Céleres Consultoria, o sorgo é hoje uma das culturas com maior potencial de crescimento no país. A área cultivada aumentou mais de 50% nos últimos cinco anos, com avanço médio de 10% ao ano, ritmo comparável ao do milho.
Mesmo com esse desempenho, o cereal ainda é subaproveitado, ocupando pouco mais de 2,5 milhões de hectares, o que representa menos de 5% da área disponível na segunda safra.
Segundo Enilson Nogueira, consultor da Céleres, o sorgo passou a ser visto de forma diferente pelo produtor brasileiro:
“Hoje, o sorgo deixou de ser apenas uma cultura de baixo investimento no final da safrinha. Com produtividade e margens competitivas, ele se tornou uma alternativa complementar ao milho, especialmente nas regiões do Cerrado.”
Demanda crescente impulsiona mercado e atrai novas oportunidades
O reposicionamento do sorgo no mercado está ligado ao crescimento da demanda industrial e internacional. Além do uso tradicional na ração animal, o cereal vem ganhando espaço na produção de etanol de cereais, setor que já consome mais de 25 milhões de toneladas de grãos por ano.
Outro marco importante foi a abertura do mercado chinês, prevista para 2025, que permitirá ao Brasil exportar sorgo para o país asiático. A Céleres projeta que o consumo total de sorgo no país deve atingir entre 10 e 13 milhões de toneladas até 2030, praticamente o dobro do volume atual.
Regiões com maior potencial de crescimento do sorgo no país
A expansão do sorgo está concentrada em regiões-chave que reúnem condições ideais para o avanço da cultura e o desenvolvimento da cadeia produtiva:
- Minas Gerais, Goiás e São Paulo: áreas tradicionais na produção e consumo do cereal, com produtores e indústrias já familiarizados com o cultivo.
- MATOPIBA (especialmente o Oeste da Bahia): regiões com risco climático elevado, mas com baixa ocupação de segunda safra e presença de novas usinas.
- Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: estados que lideram o crescimento da oferta, impulsionados pelas usinas de etanol de cereais.
Premiação incentiva inovação e produtividade nas lavouras
Batizada de Getap Sorgo, a nova premiação terá abrangência nacional, sem divisão por regiões. O principal critério de avaliação será a produtividade, medida com base em indicadores técnicos como grãos por cacho, peso dos grãos e desempenho agronômico das lavouras.
De acordo com Gustavo Capanema, coordenador técnico do Getap, o prêmio representa um passo importante para o fortalecimento da cultura no país:
“O Getap sempre buscou ampliar sua atuação para outras culturas, e o sorgo surge como uma forte alternativa na segunda safra, com enorme potencial de crescimento e contribuição para o etanol.”
As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial do Getap, por meio de patrocinadores ou de forma independente, garantindo ampla participação de produtores com diferentes níveis tecnológicos.
Setor unido e premiação prevista para novembro
A primeira edição do Getap Sorgo já conta com parcerias estratégicas de empresas como Advanta e Oilema, reforçando o engajamento da cadeia produtiva na valorização da cultura.
O anúncio dos campeões ocorrerá no final de novembro, em um evento exclusivo que reunirá produtores, empresas e especialistas do agronegócio. O objetivo é consolidar o sorgo como uma cultura estratégica nos sistemas produtivos brasileiros, valorizando inovação, sustentabilidade e resultados de alta performance.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda
As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.
Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.
Safra menor impacta desempenho acumulado
No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.
A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.
Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.
Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.
Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.
A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.
O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.
Logística e cenário internacional seguem no radar
Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.
Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.
Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média
Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.
O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.
Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos
A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.
Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.
No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.
Chuvas atrasam colheita do café arábica
A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.
As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.
Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.
Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre
Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.
Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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