AGRONEGÓCIO
Goiás bate recorde histórico na safra 2024/25 e consolida liderança no agronegócio nacional
AGRONEGÓCIO
Com uma produção de grãos que atingiu 37,3 milhões de toneladas, o estado se destaca pela alta produtividade e avanço expressivo nas exportações e no Valor Bruto da Produção pecuária.
Goiás encerrou o ciclo 2024/25 com resultados que marcam um novo capítulo para a economia estadual. De acordo com dados consolidados da Plataforma Aroeira (Seapa), da Conab e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estado alcançou o maior volume de grãos de sua série histórica: 37,3 milhões de toneladas. O número representa um salto de 23,3% em comparação à safra anterior.
Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o sucesso é fruto de investimentos em tecnologia e manejo eficiente. “Os ganhos de produtividade e a expansão nas exportações demonstram a competitividade e a qualidade sustentável do produto goiano no cenário global”, pontua o titular da Seapa.
Agricultura: Soja e Milho registram produtividade recorde
O desempenho das grandes culturas foi o principal motor para o recorde estadual. A soja, carro-chefe da produção goiana, atingiu 20,7 milhões de toneladas, um crescimento de 23% sobre o ciclo passado. Goiás agora detém a liderança nacional em produtividade da oleaginosa, com uma média de 4,2 toneladas por hectare.
O milho também apresentou números robustos, totalizando 14,2 milhões de toneladas colhidas — um incremento de 25,9%. Para a próxima safra (2025/26), as estimativas permanecem otimistas, com previsão de manutenção de altos índices de rendimento por hectare.
Hegemonia no Sorgo, Girassol e recuperação do Feijão
Goiás reafirma sua posição como o maior produtor brasileiro de sorgo, com 1,5 milhão de toneladas (alta de 18,6%). O estado também mantém a liderança absoluta na cultura do girassol, com uma produção de 74,2 mil toneladas, ocupando a maior área plantada do país com a oleaginosa.
Já a cultura do feijão registrou seu melhor desempenho desde 2021. Com 289,9 mil toneladas colhidas, a cadeia produtiva apresentou crescimento de 5,6% e excelente produtividade média (2,4 t/ha), consolidando a diversificação agrícola do estado.
Pecuária goiana atinge Valor Bruto de Produção histórico
No setor de proteína animal, 2025 foi um ano de cifras recordes. O Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária de corte atingiu R$ 20,8 bilhões, o maior já registrado. O montante coloca Goiás como a terceira maior força da pecuária nacional, representando quase 10% de todo o VBP brasileiro no setor.
Na avicultura, a presença da atividade em todos os municípios goianos destaca a capilaridade do setor. Cidades como Rio Verde e Itaberaí figuram entre os dez maiores polos avícolas do Brasil, somando juntas mais de 20 milhões de cabeças.
Mercado Externo: Exportações chegam a 166 países
O vigor do campo se traduziu em balança comercial positiva. Entre janeiro e novembro de 2025, o agronegócio goiano exportou o equivalente a R$ 10,4 bilhões, um aumento de 7,6% no faturamento e de 14,3% no volume embarcado.
Os produtos goianos cruzaram fronteiras para atender mercados exigentes, tendo como principais destinos:
- China
- Estados Unidos
- Irã
- México
Os complexos de soja, carnes, cereais e o setor sucroalcooleiro foram os protagonistas das vendas externas, reforçando o papel estratégico de Goiás na segurança alimentar global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.
O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.
Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.
O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.
Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.
A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.
A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.
Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.
Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.
A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.
Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.
No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.
Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.
A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.
O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.
A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.
O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.
Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco reforça prevenção às queimadas na APA Raimundo Irineu Serra
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco intensifica recuperação de vias no bairro Bonsucesso com ações do programa Prefeitura nas Ruas
-
ESPORTES6 dias atrásPalmeiras vence o Coritiba e segue isolado na liderança do Brasileirão
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásAbertura do plantio da soja vai debater alimentos, biocombustíveis e energia
-
FAMOSOS6 dias atrásMarina Ruy Barbosa curte folga e faz topless durante pausa na Toscana
-
ESPORTES6 dias atrásSão Paulo perde para o Athletico-PR e amplia crise no Brasileirão
-
ESPORTES7 dias atrásSantos goleia Universidad Central na Venezuela e abre vantagem nos playoffs da Sul-Americana
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásTarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio