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Goiás consolida avanço na suinocultura e bate recordes em exportações de carne suína em 2025

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A suinocultura goiana viveu um ano de destaque em 2025, impulsionada pelo aumento das exportações e pela firmeza nas cotações do suíno vivo. Segundo a edição de janeiro do informativo “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o preço médio da arroba do suíno manteve-se em níveis elevados durante o ano, refletindo um cenário de demanda aquecida e oferta ajustada.

De acordo com o levantamento, o maior valor diário foi registrado em setembro, quando o preço atingiu R$ 9,47/kg, conforme dados do Cepea/Esalq-SP. No último trimestre, as cotações apresentaram estabilidade, resultado do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Brasil mantém posição de destaque na produção e exportação mundial

Em 2025, o Brasil consolidou-se como o terceiro maior exportador mundial de carne suína e o quarto principal produtor global, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Entre janeiro e novembro, o país embarcou 1,3 milhão de toneladas de carne suína, atingindo um faturamento recorde de US$ 3,2 bilhões, superando o desempenho total de 2024. O resultado é atribuído a um mercado doméstico e internacional favorável e à maior competitividade da carne suína em relação a outras proteínas, conforme destacou a Seapa.

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Goiás alcança melhor resultado desde 2017 nas exportações

No cenário regional, Goiás também apresentou desempenho expressivo. O mês de setembro foi o ponto alto do ano, com o maior volume de exportações de carne suína. A balança comercial do estado encerrou o período com superávit de US$ 41,4 milhões, o melhor resultado desde 2017.

Apesar da redução da demanda chinesa, o setor não sofreu impactos significativos, já que os principais destinos da carne suína goiana foram Singapura e Vietnã, que mantiveram forte ritmo de importações.

Abates crescem e impulsionam a produção estadual

Os abates de suínos em Goiás somaram 997 mil cabeças no primeiro semestre de 2025 — número superior aos registrados nos mesmos períodos de 2023 e 2024. Além do aumento no volume, houve maior rendimento médio das carcaças, o que demonstra ganhos de eficiência na produção.

O cenário positivo reflete o bom momento da suinocultura goiana, sustentado por exportações em alta, demanda interna firme e melhor desempenho industrial.

Projeções para 2026 indicam continuidade do crescimento

As expectativas para 2026 seguem otimistas. De acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o rebanho suíno nacional deve crescer 1,4%, enquanto a produção de carne pode avançar 4,5% e as exportações brasileiras até 8,2%.

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Nesse contexto, a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa reforça o potencial de expansão da suinocultura em Goiás, destacando o setor como estratégico para o agronegócio estadual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produção leiteira em Belo Horizonte

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A 21ª edição da Megaleite consolidou seu protagonismo como principal vitrine da pecuária leiteira brasileira ao encerrar suas atividades com recordes de público, volume de negócios e desempenho zootécnico. Realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), a exposição movimentou cerca de R$ 400 milhões, valor 33% superior ao registrado na edição anterior.

Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a feira reuniu aproximadamente 100 mil visitantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores, empresários e investidores do Brasil e do exterior, reforçando a força da genética leiteira nacional e das tecnologias voltadas ao setor.

Evento atrai visitantes internacionais e fortalece mercado da genética

A Megaleite recebeu representantes de nove países, incluindo Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, México, Panamá e Portugal, ampliando sua relevância no cenário internacional da pecuária leiteira.

Segundo a organização, o forte interesse pela genética bovina de alta qualidade impulsionou os resultados dos leilões e a geração de novos negócios durante os cinco dias de evento.

Além das vendas realizadas, empresas expositoras destacaram a prospecção de novos clientes e oportunidades comerciais em diferentes segmentos da cadeia produtiva do leite.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, destacou que o mercado segue aquecido e que o investimento em genética superior tem sido cada vez mais reconhecido pelos produtores como ferramenta para elevar produtividade e rentabilidade.

Pecuária leiteira ganha espaço no debate político

A feira também serviu como palco para discussões sobre políticas públicas voltadas ao setor leiteiro.

Durante a cerimônia oficial de abertura, lideranças políticas nacionais participaram dos debates sobre os desafios da cadeia produtiva, ao lado de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, secretários e representantes de entidades ligadas ao agronegócio.

A pauta incluiu temas relacionados à competitividade, sustentabilidade, inovação tecnológica e fortalecimento da produção nacional de leite.

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Megaleite impulsiona avanços em genética e pesquisa

Entre os principais anúncios técnicos do evento esteve a assinatura de um acordo de cooperação entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando para o desenvolvimento de um projeto de edição gênica da raça.

A iniciativa pretende utilizar ferramentas avançadas de genômica para incorporar características estratégicas aos animais, como maior resistência ao calor, melhor resposta imunológica, aumento da longevidade e ganhos de produtividade.

Outro termo firmado durante a feira prevê o desenvolvimento de pesquisas e avaliações genéticas da raça Girolando na Fazenda Santa Mônica, unidade vinculada à Embrapa.

A programação técnica também marcou o lançamento da nova edição do Sumário de Touros e Fêmeas Girolando, importante ferramenta para seleção genética dos rebanhos leiteiros brasileiros.

Torneio leiteiro registra recordes mundiais

Um dos momentos mais aguardados da Megaleite foi o tradicional torneio leiteiro, que reuniu cerca de 1.400 animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Sindi e bubalinos.

A edição de 2026 entrou para a história ao registrar três novos recordes de produção.

A vaca Jornada Montross FIV LPN, da composição genética Girolando 1/2, estabeleceu o novo recorde mundial de produção em torneios leiteiros oficiais da raça ao alcançar 337,950 quilos de leite durante a competição, com média diária de 112,650 quilos.

O animal pertence ao criador Rodrigo Nogueira Ferreira, da Fazenda Alvorada, localizada em Inhaúma (MG).

Outro destaque foi a vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana, nova recordista da categoria Girolando 1/4, com produção de 263,790 quilos de leite e média de 87,930 quilos.

Já a vaca Singela Countdown 23072 Campos Lima tornou-se a nova recordista entre as vacas jovens Girolando 3/4 ao atingir produção de 269,780 quilos de leite e média de 89,927 quilos.

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Exposição nacional destaca qualidade dos animais

A Megaleite também sediou a 35ª Exposição Nacional da Raça Girolando, cujos julgamentos foram transmitidos ao vivo para milhares de espectadores no Brasil e no exterior.

As grandes campeãs da edição foram:

  • Girolando 1/4: 1172 Maravilha Iva da Querença
  • Girolando 1/2: Oricema FIV Crushabull 2817 RS do Rancho Alegre
  • Girolando 3/4: 5906 FIV Brass Ricanata
  • Girolando 5/8 PS: Kalola FIV Blaska Fazenda Campina Verde

Os resultados reforçam o elevado padrão genético dos animais apresentados na principal vitrine da pecuária leiteira nacional.

Novos projetos incentivam jovens e mulheres no setor

A programação da feira também foi marcada pelo lançamento dos projetos Girolando Jovem e Girolando Mulher.

As iniciativas buscam ampliar a participação de jovens e mulheres na atividade leiteira, estimulando a sucessão familiar nas propriedades rurais e fortalecendo a presença feminina nos processos de gestão e tomada de decisão.

Programação técnica e gastronomia atraíram o público

Além das exposições e competições, a Megaleite promoveu palestras, cursos e painéis técnicos sobre gestão rural, melhoramento genético, produção de leite, fabricação de queijos, bem-estar animal e inovação tecnológica.

O evento também recebeu o Festival do Queijo Artesanal de Minas, realizado em parceria com entidades do setor, oferecendo ao público produtos típicos de diversas regiões mineiras.

Para as famílias, atrações como a Mini Fazendinha e o Clubinho Girolando aproximaram crianças e jovens do universo da produção agropecuária.

Megaleite 2027 já tem data definida

Durante a cerimônia de encerramento, a organização confirmou a realização da 22ª edição da Megaleite entre os dias 8 e 12 de junho de 2027, novamente em Belo Horizonte.

A expectativa é ampliar ainda mais a participação de expositores, criadores e empresas do setor, consolidando o evento como referência em genética, tecnologia e negócios para a pecuária leiteira brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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