RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pressiona custos e acende alerta na avicultura do Paraná

Publicados

AGRONEGÓCIO

A avicultura do Paraná, principal polo produtor e exportador de frango do Brasil, enfrenta um novo ciclo de pressão econômica impulsionado pelo cenário internacional. A guerra no Oriente Médio agravou os custos de produção e elevou o nível de incerteza no setor, acendendo um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva.

De acordo com o Sindicato das Indústrias Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o cenário torna inevitável o repasse de preços entre 15% e 20% como forma de compensar perdas acumuladas e garantir o equilíbrio entre oferta e demanda.

Paraná lidera produção e exportações, mas amplia exposição aos riscos

O protagonismo do Paraná na avicultura nacional também aumenta sua vulnerabilidade diante das oscilações do mercado global. O estado responde por cerca de 41% das exportações brasileiras de carne de frango e mais de 34% da produção nacional.

A cadeia produtiva movimenta aproximadamente R$ 45 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP), além de gerar mais de 100 mil empregos diretos e até 1,5 milhão de empregos indiretos.

Esse peso econômico reforça a importância do estado no abastecimento interno e na segurança alimentar global, ao mesmo tempo em que amplia os impactos de crises internacionais sobre o setor.

Leia Também:  Fazenda Pau Furado se destaca entre as mais sustentáveis do Paraná com certificações e gestão inovadora
Custos de produção sobem até 20% e pressionam margens

Nos últimos ciclos, a avicultura brasileira tem enfrentado aumento expressivo nos custos de produção, afetando diretamente a rentabilidade de agroindústrias e cooperativas.

Entre os principais fatores de pressão estão:

  • Grãos (milho e farelo de soja), que representam até 70% do custo da ração
  • Energia elétrica, com reajustes acima da inflação
  • Logística, impactada pelo diesel e gargalos estruturais
  • Embalagens, influenciadas pelo preço do petróleo
  • Mão de obra e custos operacionais

Além disso, os conflitos geopolíticos intensificam os efeitos sobre fretes, energia e previsibilidade dos mercados, aumentando a complexidade da gestão no setor.

Setor enfrenta risco de sobreoferta e precisa ajustar produção

Segundo o Sindiavipar, o atual momento representa um ponto de inflexão para a avicultura. O modelo tradicional baseado no aumento de escala passa a dividir espaço com uma nova necessidade: o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com mercados internacionais ainda em recomposição e consumo sujeito a oscilações, o risco de sobreoferta ganha relevância, podendo pressionar preços e reduzir margens.

Novo cenário exige produção mais eficiente e estratégica

Diante desse contexto, o setor passa por uma mudança de paradigma. Produzir mais já não garante maior rentabilidade.

Leia Também:  Setor da erva-mate enfrenta baixa demanda apesar do bom desenvolvimento da safra

A orientação agora é focar em eficiência e precisão produtiva, ajustando o volume à demanda real do mercado. A estratégia busca evitar excedentes que possam comprometer toda a cadeia.

Repasse de preços é considerado inevitável

Com a elevação dos custos e o cenário global incerto, o Sindiavipar avalia que o repasse de preços ao longo da cadeia produtiva se torna necessário.

A medida é vista como essencial para garantir a sustentabilidade da atividade, mantendo o equilíbrio econômico das empresas e assegurando o abastecimento do mercado interno e externo.

Perspectiva: setor segue estratégico, mas sob pressão

Mesmo diante dos desafios, a avicultura do Paraná continua sendo peça-chave na produção de alimentos e na balança comercial brasileira.

No entanto, o cenário atual exige ajustes rápidos, gestão eficiente e maior atenção às variáveis globais, que passam a influenciar de forma ainda mais direta a competitividade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Reforma tributária trará novas exigências para produtores rurais em 2026

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Carne de frango perde força em novembro, mas ritmo de vendas permanece firme

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA