RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Haddad prevê resultado fiscal próximo da meta com “empoçamento” de despesas e destaca espaço para corte de juros

Publicados

AGRONEGÓCIO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (10) que o resultado fiscal do governo deve ficar próximo da meta de déficit primário zero em 2025, impulsionado pelo chamado “empoçamento” das despesas — valores liberados para ministérios, mas que permanecem em caixa até o fim do ano.

Em entrevista à CNN Brasil, Haddad explicou que o empoçamento costuma variar entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões por exercício orçamentário. Segundo ele, esse movimento tende a aproximar o resultado fiscal do centro da meta estabelecida.

“Se a arrecadação continuar vindo bem, deve acontecer este ano o mesmo fenômeno do ano passado. O empoçamento acaba trazendo o resultado para bastante perto do centro da meta”, afirmou o ministro.

A meta fiscal de 2025 prevê resultado primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, podendo variar para mais ou para menos.

Governo busca equilíbrio sem comprometer execução orçamentária

Ao longo do ano, a equipe econômica tem mirado o limite inferior da meta, optando por não realizar ajustes mais duros para atingir o centro da banda. Segundo o Ministério da Fazenda, um esforço adicional neste momento poderia comprometer a execução orçamentária e travar políticas públicas em andamento.

Leia Também:  Pêssego nacional lidera queda de preços e se destaca no atacado da CEAGESP

Em outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu um recurso do governo e suspendeu uma decisão anterior que obrigava o Executivo a perseguir o centro da meta em 2025. Além disso, o Congresso Nacional aprovou uma medida que autoriza o cumprimento do piso da tolerância fiscal, dando mais flexibilidade à gestão das contas públicas.

Haddad afirmou ainda que a situação fiscal brasileira é mais sólida do que em anos anteriores e destacou o esforço do governo em corrigir distorções herdadas de gestões passadas.

Haddad elogia atuação do Banco Central e defende redução da Selic

Durante a entrevista, o ministro também comentou o trabalho do presidente interino do Banco Central, Gabriel Galípolo, elogiando sua atuação técnica e diálogo com o setor financeiro. Haddad destacou a contribuição de Galípolo em debates sobre o novo modelo de financiamento habitacional e em medidas voltadas para coibir abusos no sistema financeiro.

“O Banco Central é mais do que a Selic. Ele envolve muitas outras atribuições, e o Galípolo tem desempenhado bem esse papel”, disse o ministro.

Apesar de reconhecer a independência da autoridade monetária, Haddad voltou a defender a redução da taxa Selic, atualmente mantida em 15% ao ano, ressaltando que há espaço para cortes.

Leia Também:  BNDES anuncia injeção de R$ 2 bilhões na ferrovia entre Rondonópolis e Dom Aquino

Segundo ele, instituições financeiras privadas também compartilham dessa visão, o que reforça a expectativa de um movimento de flexibilização monetária nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

Publicados

em

Por

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

Leia Também:  Café enfrenta pressão de oferta e cotações oscilam com mercados globais voláteis

Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

Leia Também:  Projeto "Mulheres do Café" promove visita técnica a cafeteria referência em Minas Gerais

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA