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Influenciador chinês transmite visita ao pavilhão do Brasil na CIIE para mais de 4 milhões de pessoas

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O pavilhão do Brasil na China International Import Expo (CIIE) 2025 ganhou destaque internacional após ser o primeiro escolhido pelo influenciador chinês Yu Donghui para uma visita transmitida ao vivo. O evento, que ocorre entre os dias 5 e 10 de novembro em Xangai, é uma das maiores feiras de comércio internacional do mundo e conta com a participação de centenas de países.

Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o pavilhão nacional reúne 37 empresas do setor de alimentos e bebidas e 20 do setor de carne bovina, representadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). A transmissão de Yu Donghui, um dos cinco principais influenciadores digitais da China, alcançou mais de quatro milhões de espectadores simultâneos e ultrapassou dez milhões de visualizações até o fim do dia.

Influenciador exalta imagem moderna e sustentável do Brasil

Durante a transmissão, o influenciador destacou a diversidade e o dinamismo do pavilhão brasileiro, que apresentou ao público chinês produtos e marcas que refletem a cultura, a sustentabilidade e a inovação do agronegócio nacional.

“Laudemir Müller, gerente de Agronegócios da ApexBrasil, afirmou que o pavilhão mostra um Brasil moderno, sustentável e alegre, além de reforçar a imagem do país como um parceiro estável e confiável para negócios com a China. Segundo ele, o resultado reflete o fortalecimento da parceria bilateral, que voltou a render frutos concretos após um período de distanciamento.”

Victor Queiroz, chefe do escritório da ApexBrasil em Pequim, destacou que a visita do influenciador comprova o sucesso da atual estratégia de comunicação e posicionamento. “A presença de Yu Donghui reforça o interesse e a confiança do público chinês no Brasil, levando nossa imagem a milhões de pessoas em tempo real”, afirmou.

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Visita supera expectativas e reforça laços culturais

Prevista inicialmente para durar apenas três minutos, a transmissão se estendeu muito além do esperado, marcada pela curiosidade de Yu Donghui em conhecer mais sobre o Brasil, seus produtos e sua cultura. O influenciador encerrou a visita manifestando o desejo de visitar o país em 2026, durante o Ano Cultural Brasil-China, com o objetivo de vivenciar e compartilhar suas experiências diretamente com seu público.

O episódio reforça o impacto positivo da política externa conduzida pelo governo brasileiro, que tem reaproximado a China como parceira prioritária nas áreas econômica, cultural e comercial. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil tem ampliado oportunidades de negócios e fortalecido sua imagem como parceiro estratégico e de longo prazo no mercado asiático.

CIIE consolida papel estratégico para exportações brasileiras

Criada em 2018, a China International Import Expo (CIIE) é referência global em comércio e importação, reunindo desde sua primeira edição mais de 3.400 empresas de 128 países e 800 mil visitantes. A feira abrange diversos setores, incluindo alimentos, tecnologia, automotivo, saúde e equipamentos médicos.

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Na edição de 2025, o Brasil participa com dois pavilhões oficiais — o Pavilhão Nacional e o Pavilhão de Empresas. Além das exposições e degustações de produtos típicos como churrasquinho, açaí e café, o espaço brasileiro promove atividades interativas, como quizzes e distribuição de brindes, em parceria com marcas locais como Mixue e Luckin Coffee.

Em 2024, as empresas brasileiras participantes da feira registraram uma estimativa de US$ 480 milhões em negócios, consolidando a CIIE como uma das principais vitrines para as exportações nacionais e para a promoção da marca Brasil na China — atualmente, o maior parceiro comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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