AGRONEGÓCIO
Inteligência Artificial e automação transformam o campo em 2025 e impulsionam a produtividade agrícola
AGRONEGÓCIO
Avanço tecnológico redefine o agronegócio brasileiro
O ano de 2025 consolidou uma nova fase de modernização no campo. Com janelas de plantio cada vez mais curtas, os produtores rurais intensificaram o uso de tecnologias que elevam a eficiência, a precisão e a sustentabilidade das operações agrícolas. Nesse cenário, ferramentas baseadas em Inteligência Artificial (IA) e automação se destacaram como as principais aliadas para aumentar a produtividade e reduzir custos.
Essas soluções, embarcadas em tratores, plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e equipamentos de fenação, proporcionam tomadas de decisão mais assertivas, menor consumo de insumos e melhores resultados em produtividade.
Produtor conectado e orientado por dados
Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o agricultor brasileiro está cada vez mais apoiado por dados e busca previsibilidade nas operações.
“Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real. Isso significa menos desperdício, mais produtividade e decisões embasadas em informações qualificadas”, afirma Zanetti.
O executivo destaca as tecnologias que mais se consolidaram nas propriedades rurais ao longo de 2025, refletindo o avanço da agricultura digital e a busca por maior rentabilidade.
Sensores inteligentes otimizam o manejo do solo e das plantas
A integração de sensores de alta precisão às máquinas agrícolas revolucionou o monitoramento da lavoura. Esses dispositivos analisam, em tempo real, parâmetros como umidade, compactação, variabilidade do solo, estresse hídrico e presença de pragas.
Com esses dados, o produtor consegue tomar decisões imediatas, direcionando ações específicas que reduzem custos e aumentam a produtividade de forma sustentável.
Pulverização inteligente reduz perdas e custos com defensivos
A pulverização de alta precisão avançou de forma expressiva em 2025, impulsionada por câmeras embarcadas, sistemas seletivos de aplicação e estações meteorológicas integradas.
Essas inovações permitem aplicar defensivos apenas nas áreas necessárias, diminuindo perdas por deriva e reduzindo significativamente o volume de produtos por hectare.
Além do impacto econômico, essa tecnologia contribui para práticas agrícolas mais sustentáveis e responsáveis com o meio ambiente.
Automação e condução assistida garantem eficiência operacional
A automação no campo deu um salto importante neste ano. Equipamentos com piloto automático, condução assistida e telemetria tornaram as operações mais contínuas, seguras e precisas.
Os painéis integrados permitem ao operador acompanhar o desempenho da frota e realizar ajustes em tempo real, otimizando o rendimento e reduzindo falhas humanas.
Conectividade impulsiona o monitoramento remoto das máquinas
Com o avanço das máquinas conectadas, os produtores agora conseguem acompanhar, à distância, todos os indicadores das lavouras por meio de plataformas digitais.
Esses sistemas enviam automaticamente informações sobre consumo de combustível, desempenho operacional e manutenção preventiva.
O resultado é a redução de custos, maior vida útil dos equipamentos e decisões embasadas em históricos operacionais.
Colheita inteligente melhora planejamento e gestão da safra
A colheita de grãos inteligente se firmou como um dos principais destaques do ano. Sensores de produtividade e câmeras embarcadas ajustam automaticamente o equipamento conforme o volume colhido, gerando mapas detalhados de desempenho por área.
Essas informações ajudam o produtor a planejar de forma mais precisa a próxima safra, identificando pontos de melhoria e maximizando os resultados por hectare.
Fenação automatizada eleva qualidade e produtividade do rebanho
Na pecuária, a evolução das máquinas de fenação automatizada também foi marcante. Os equipamentos atuais garantem maior agilidade e qualidade no corte, secagem e enfardamento da forragem, resultando em feno de melhor valor nutricional e, consequentemente, em rebanhos mais produtivos.
Sensores e monitores integrados permitem ajustes finos durante o processo, otimizando o rendimento e reduzindo perdas no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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