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Inteligência Artificial transforma o agro brasileiro e impulsiona agricultura inteligente

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Segundo o diretor de engajamento da Kron Digital, Marcos Pinotti, a Inteligência Artificial (IA) vem transformando a agricultura brasileira, oferecendo soluções capazes de aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a eficiência operacional. Especialistas do setor afirmam que essa tecnologia está no mesmo patamar de revoluções históricas, como a mecanização e o plantio direto. A diferença é que, hoje, a “semente” é de dados, e a colheita resulta em decisões e resultados mais precisos.

Agricultura inteligente: do laboratório ao campo

Tratores autônomos, sensores de umidade do solo e sistemas de monitoramento preditivo já não são mais experimentos isolados. Ferramentas de IA permitem identificar ameaças, otimizar aplicações de insumos e reduzir o uso de mão de obra e produtos químicos, trazendo benefícios diretos ao meio ambiente.

“Estamos diante de uma nova revolução, onde a Inteligência Artificial converte incertezas em oportunidades e pavimenta o caminho para uma agricultura mais produtiva e sustentável”, afirma o diretor de engajamento da Kron Digital.

Superando barreiras na implementação da IA

Apesar das vantagens, a adoção da IA enfrenta desafios no campo. Segundo estudos da McKinsey, os principais obstáculos são custo inicial elevado (52%) e retorno financeiro incerto (40%).

Uma abordagem gradual pode mitigar esses riscos: iniciar com aplicações simples, como irrigação automatizada, que combina sensores de solo e algoritmos de IA para controlar irrigadores com precisão, economizando água e aumentando a produtividade desde o primeiro ciclo.

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A formação de equipes multidisciplinares — unindo agrônomos, produtores e desenvolvedores — e a criação de bases de dados sólidas são essenciais para traduzir necessidades do campo em soluções técnicas confiáveis e customizadas.

Análise preditiva e tomada de decisão estratégica

Enquanto humanos lidam com variáveis limitadas, a IA analisa grandes volumes de informações em tempo real, transformando dados complexos em decisões práticas. Modelos preditivos utilizam sensores de solo, imagens de satélite e dados fenológicos para antecipar janelas de plantio, otimizar aplicações de insumos e gerar alertas de risco confiáveis.

Essa capacidade torna o produtor mais resiliente frente às mudanças climáticas e mais independente em suas decisões estratégicas.

Mercado e retorno sobre investimento (ROI) impulsionados pela tecnologia

O uso de IA é visto como ferramenta estratégica diante de escassez de mão de obra, volatilidade climática e pressão sobre custos. Relatório da Markets and Markets projeta que o mercado global de IA na agricultura crescerá de US$ 1,7 bilhão em 2023 para US$ 4,7 bilhões em 2028, com taxa anual superior a 23%.

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Investimentos em IoT agrícola e drones com IA também aceleram a digitalização do setor, com projeções de mercado de US$ 20 bilhões para IoT agrícola e mais de US$ 6 bilhões para drones ainda em 2025.

Inovações que redefinem a agricultura moderna

Tecnologias como tratores autônomos, drones com visão computacional e sensores de solo inteligentes transformam cada hectare em uma unidade produtiva autônoma. Ferramentas de Taxa Variável (VRT) permitem aplicar insumos com precisão, reduzindo desperdícios, aumentando produtividade e mitigando impactos ambientais.

O diferencial competitivo está na personalização em escala, integrando o conhecimento agronômico tradicional com a capacidade computacional para decisões baseadas em dados.

O futuro da agricultura é inteligente

A revolução silenciosa nos campos brasileiros mostra que a agricultura do futuro combina experiência de campo, análise preditiva e automação de precisão. O sucesso dessa transição depende de colaboração estratégica entre produtores, indústria, tecnologia e ciência, promovendo uma gestão eficiente, sustentável e competitiva globalmente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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