AGRONEGÓCIO
Irregularidade das chuvas impulsiona uso de soluções biotecnológicas na soja em 2025
AGRONEGÓCIO
Plantio de soja sofre com clima irregular
O plantio de soja em 2025 enfrenta desafios em diversas regiões do país, especialmente em estados tradicionais produtores como Mato Grosso. A distribuição irregular das chuvas e o atraso das primeiras precipitações têm comprometido a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, aumentando a preocupação dos agricultores com o potencial produtivo da safra.
Soluções biotecnológicas ganham espaço no manejo agrícola
Para enfrentar as adversidades climáticas, produtores têm adotado novas tecnologias biotecnológicas, que visam fortalecer fisiologicamente a planta e equilibrar o solo. Entre essas inovações está o FT Poly Campo, desenvolvido pela Fertsan, empresa especializada em soluções para o agronegócio, que atua como fisioativador vegetal natural para soja.
De base orgânica e atóxica, o produto potencializa a absorção de nutrientes e estimula o crescimento da planta, oferecendo maior resistência a estresses ambientais, como variações climáticas e déficit hídrico. Segundo Dr. Alexandre Craveiro, diretor de P&D da Fertsan, tecnologias desse tipo permitem que o produtor mantenha o vigor da lavoura mesmo em períodos de irregularidade das chuvas.
Como o FT Poly Campo atua nas lavouras
A tecnologia da Fertsan combina quatro componentes principais que atuam de forma integrada para otimizar o desempenho fisiológico da soja:
- Polissacarídeos marinhos: protegem a planta contra radiação UV, ajudam na retenção de nutrientes e umidade e atuam como bioestimulantes naturais.
- Oligossacarídeos: equilibram a microbiota do solo e das folhas, com efeito nutritivo, elicitante e prebiótico.
- Nanoativos: aumentam a eficiência fotossintética e a absorção de nutrientes, exercendo ação catalítica e protetora.
- Ácidos orgânicos: funcionam como elicitores, regulam sinais hormonais e fortalecem a estrutura da planta.
Esses componentes sustentam o conceito de agricultura elicitora, que ativa os mecanismos naturais de defesa das plantas, tornando-as mais resistentes a pragas, doenças e estresses ambientais sem a necessidade de uso intensivo de defensivos químicos.
Benefícios para produtores e lavouras
Com essa abordagem, o FT Poly Campo contribui para o estabelecimento inicial da lavoura, melhorando o desempenho fisiológico da soja desde a germinação e aumentando o potencial produtivo mesmo diante de condições climáticas adversas. O produto reflete a tendência do agronegócio de integrar tecnologias sustentáveis e biotecnologia para aumentar a resiliência das culturas e a rentabilidade dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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