AGRONEGÓCIO
Livro apresenta a importância do manejo e técnicas de controle com foco em pragas florestais brasileiras
AGRONEGÓCIO
Lançamento será em 16 de dezembro
O Novo Manual de Pragas Florestais Brasileiras é fruto de um trabalho que começou em 2016 e envolveu mais de 70 autores, de diversas universidades, empresas e centros de pesquisa, entre os quais a Embrapa. A obra será lançada em 16 de dezembro, às 16h, pelo Youtube do IPEF. Contém mais de 90 capítulos distribuídos em 996 páginas, sendo 78 dedicados às pragas florestais brasileiras. Pedro Guilherme Lemes, professor de Entomologia/Apicultura da Universidade Federal de Minas Gerais, e José Cola Zanuncio, professor da Universidade de Viçosa, são os organizadores.
Conforme Pedro Guilherme Lemes, a ideia foi escrever um livro de entomologia bastante completo e com maior abrangência de informações sobre cada praga abordada. Assim, a obra foi dividida em duas partes, onde a primeira diz respeito ao manejo e técnicas de controle e a segunda faz referência às principais pragas florestais brasileiras.
inda segundo Pedro Lemes, os livros até então disponíveis sobre o tema abordado tratavam apenas dos grupos de pragas de maneira geral, desconsiderando muitas peculiaridades importantes sobre essas pragas. Desse modo, Lemes enfatiza que essas informações estavam dispersas, motivo pelo qual resolveram reuni-las em uma única obra, abordando-as de maneira individual. O organizador relatou também não ter sido possível, obviamente, esgotar a apresentação de todas as pragas florestais, mas destacou a surpreendente adesão de especialistas com participação do livro.
“Foi uma produção independente e, após várias revisões realizadas, finalmente ainda em 2021 o livro ficou no formato ideal que nós buscavamos”, comemora Lemes, que já vislumbra a segunda edição atualizada e ampliada.
A Embrapa Meio Ambiente contribuiu com dois capítulos. Um deles, Apoio à prevenção, monitoramento e controle de ingresso de pragas quarentenárias florestais no território brasileiro, de Luiz Alexandre Nogueira de Sá (in memorian), Maria Conceição Peres Young Pessoa, Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, e Pedro Guilherme Lemes e o outro capítulo, Serviços quarentenários no Brasil para o apoio à introdução de bioagentes exóticos de pragas florestais, de Luiz Alexandre Nogueira de Sá (in memorian) e Maria Conceição Peres Young Pessoa.
Para a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Maria Conceição Pessoa, contribuir com essa obra foi uma oportunidade importante para disponibilizar informações sobre os serviços quarentenários prestados pelo Laboratório de Quarentena “Costa Lima” (LQCL) e sobre parte dos resultados de pesquisas realizados pela Unidade, com foco em demandas do setor florestal nacional. Ambos foram conduzidos em atividades de pesquisa realizadas pela Embrapa Meio Ambiente desde 2003, principalmente em projetos celebrados no âmbito de Acordo de Cooperação técnica junto ao Programa de Proteção Florestal (PROTEF) do Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (IPEF) formalizado em 2005.
Nesses projetos, liderados pelo pesquisador Luiz Alexandre Sá, o Laboratório de Quarentena “Costa Lima “ (LQCL) da Embrapa Meio Ambiente realizou os serviços quarentenários das importações para o país (introduções) de vários agentes de controle biológico de pragas exóticas florestais, principalmente para o cultivo de eucalipto e conforme demandados pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) campus Botucatu no âmbito do Protef, visando disponibilizar alternativas para o controle biológico dos psilídeo-de-concha, percevejo-bronzeado e vespa-da-galha.
O LQCL também disponibilizou flutuações populacionais mensais de monitoramentos dessas pragas exóticas e de seus respectivos bioagentes introduzidos, e liberados da quarentena pelo Mapa, em hortos florestais dos estados de São Paulo e de Minas Gerais; estes pertencentes às empresas International Paper do Brasil e Cenibra, conveniadas ao PROTEF. Melhorias na qualidade das criações laboratoriais, simulações de tendências de desenvolvimentos de fases específicas dos ciclos de vidas e zoneamento territorial de áreas favoráveis à ocorrência de picos populacionais do percevejo bronzeado, entre outros resultados, também foram disponibilizados pelo LQCL no âmbito desses projetos.
A pesquisadora também destacou o empenho e a persistência dos autores do livro para que ele esteja hoje sendo disponibilizado, particularmente de Pedro Lemes; a quem a pesquisadora também agradece a participação em um dos capítulos apresentados pela Unidade.
Luiz Alexandre Sá foi homenageado nominalmente neste livro em dedicatória de Pedro Lemes – “Dedicamos à memória de Luiz Alexandre Nogueira de Sá (Embrapa Meio Ambiente), que contribuiu e apoiou a publicação deste livro”.
O livro é de acesso livre e gratuito, estando disponível aqui.
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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