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Mercado da soja reage com força em Chicago enquanto colheita brasileira avança em meio a incertezas regionais

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Recuperação dos preços da soja em Chicago impulsiona otimismo global

O mercado internacional da soja iniciou o mês com forte valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo expectativas de aumento da demanda chinesa e uma recuperação do sentimento dos investidores.

Na quarta-feira (4), os contratos futuros da oleaginosa encerraram em alta consistente, com o vencimento de março subindo 2,48%, para US$ 10,92¼ por bushel, e o contrato de maio avançando 2,55%, a US$ 11,04¾ por bushel.

O movimento positivo se manteve na quinta-feira (5), com ganhos entre 11,25 e 11,75 pontos nas principais posições, sustentando o contrato de março em US$ 11,03 e o de maio em US$ 11,16 por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja apresentou alta superior a 1%, enquanto o óleo de soja avançou cerca de 0,1%.

Conversa entre Trump e Xi Jinping reacende expectativa de exportações aos EUA

A disparada das cotações foi motivada por declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou ter conversado com o líder chinês Xi Jinping sobre um aumento expressivo nas compras de soja americana.

Segundo Trump, a China deve ampliar suas importações de 12 milhões para 20 milhões de toneladas nesta temporada, com previsão de atingir 25 milhões na próxima safra.

O anúncio foi recebido como um sinal de fortalecimento do comércio agrícola entre as duas maiores economias do mundo, reacendendo a confiança do mercado e gerando impactos imediatos nas bolsas de commodities. A expectativa é de que o aumento da demanda chinesa auxilie na recuperação do ritmo das exportações norte-americanas, que acumulam atraso anual de 20,47%.

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Produção brasileira avança, mas incertezas e gargalos desafiam produtores

Enquanto o mercado internacional reage positivamente, o cenário interno brasileiro segue marcado por contrastes regionais. Segundo a TF Agroeconômica, a colheita da soja no Mato Grosso já atinge 24,97% da área total, consolidando o estado como o principal termômetro da safra nacional.

As cotações locais permanecem relativamente estáveis:

  • Campo Verde: R$ 105,50 (+0,19%)
  • Lucas do Rio Verde: R$ 100,10 (estável)
  • Primavera do Leste: R$ 106,00 (+0,28%)
  • Rondonópolis: R$ 107,60 (+0,56%)
  • Sorriso: R$ 99,50 (-0,10%)

No Mato Grosso do Sul, a safra recorde enfrenta problemas de infraestrutura e gargalos logísticos. Em cidades como Dourados (R$ 108,00) e Maracaju (R$ 107,00), as cotações apresentaram queda de até 3,6%, refletindo a dificuldade no escoamento da produção.

Dualidade no Paraná e travamento da comercialização no Rio Grande do Sul

No Paraná, o cenário é descrito pela TF Agroeconômica como uma dualidade entre sucesso institucional e atraso técnico. Em Paranaguá, a saca é cotada a R$ 127,76 (-0,03%), enquanto em Cascavel e Ponta Grossa os preços ficam em torno de R$ 117,23 e R$ 124,20, respectivamente. A estagnação técnica e o ritmo lento da colheita preocupam cooperativas e produtores.

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No Rio Grande do Sul, a comercialização da soja segue travada devido à incerteza produtiva e à competição logística com o milho, cuja produtividade média é de 7.370 kg/ha. A disputa por caminhões e espaço nos armazéns já cria gargalos antes mesmo do início efetivo da colheita de soja.

As cotações variam entre R$ 123,00 e R$ 124,00 em regiões como Ijuí, Cruz Alta e Passo Fundo.

Santa Catarina mantém estabilidade e integração industrial

Em Santa Catarina, o mercado apresenta estabilidade, com Palma Sola registrando leve valorização de 0,87%, cotada a R$ 116,00, e Rio do Sul mantendo o mesmo patamar.

A integração com o complexo agroindustrial catarinense tem sido apontada como fator de equilíbrio, absorvendo boa parte da produção estadual e reduzindo a dependência das oscilações do mercado externo. No porto de São Francisco, a saca é negociada a R$ 131,90.

Perspectivas: mercado segue atento à demanda chinesa e ao ritmo da colheita no Brasil

Com o avanço da colheita no Brasil e as novas perspectivas de exportações americanas, o mercado global da soja segue em um momento de ajuste e expectativa.

A combinação entre demanda aquecida da China, problemas logísticos internos no Brasil e variações climáticas regionais deve continuar ditando o ritmo das cotações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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