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Mercado de frango mostra recuperação com retomada da China e aumento nas exportações, aponta Itaú BBA

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O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, revela que o mercado de frango encerrou outubro em trajetória positiva. As exportações brasileiras registraram forte recuperação, alcançando o melhor desempenho de 2025, com 501 mil toneladas embarcadas — um volume 8,2% superior ao mesmo mês de 2024.

O avanço foi impulsionado pela retomada das vendas para a União Europeia, após quase quatro meses de suspensão, e pela reabertura do mercado chinês para pés e patas de frango, produtos de difícil colocação em outros destinos, mas importantes para a rentabilidade do setor.

China retoma compras e reforça papel estratégico no comércio brasileiro

A China anunciou a retirada do embargo imposto desde maio, retomando a compra de cortes específicos de frango do Brasil. Essa decisão é considerada estratégica, uma vez que a nação asiática é um dos principais parceiros comerciais para produtos de menor valor agregado, mas de grande relevância econômica para os frigoríficos brasileiros.

Mercado interno mostra estabilidade de preços

No mercado doméstico, os preços do frango inteiro congelado apresentaram estabilidade após a valorização de outubro, mantendo-se próximos de R$ 8/kg — valor semelhante ao registrado há um ano.

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A produção também acelerou nos últimos meses, após ritmo mais contido em agosto. Mesmo com o aumento das exportações ajudando a equilibrar a oferta, a disponibilidade interna segue maior em comparação com 2024, o que tem contribuído para manter os preços em patamares equilibrados.

Rentabilidade melhora com custos estáveis e valorização da ave

A rentabilidade da cadeia produtiva do frango também evoluiu. O spread do frango abatido subiu de 38% em setembro para 42% em outubro, impulsionado pela valorização de 6,2% da ave abatida e pela estabilidade nos custos de produção.

Para efeito de comparação, o indicador estava em 37% há um ano e atingira 44% em maio, antes do impacto dos embargos ligados à gripe aviária.

Perspectivas positivas para o fim do ano e para 2025

O cenário para os próximos meses é considerado favorável, com custos sob controle e demanda doméstica aquecida pelo período de festas de fim de ano. O Itaú BBA destaca que o frango voltou a ganhar competitividade frente à carne bovina, que vem registrando alta de preços, o que pode abrir espaço para novos reajustes no valor da ave.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também projeta crescimento nas exportações até o fim de 2025, reforçado pela retomada do mercado chinês. A produção deve encerrar o ano 3% acima de 2024, enquanto o consumo interno tende a aumentar cerca de 5%.

Custos de ração permanecem sob controle, mas safra ainda é incerta

Segundo o relatório, os custos de ração apresentam estabilidade, o que contribui para a manutenção das margens. No entanto, o desempenho da safra de grãos 2025/26 ainda pode passar por ajustes e influenciar o cenário de custos no curto prazo.

Mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do ano — como os embargos temporários e as oscilações no mercado internacional —, o Itaú BBA considera os resultados expressivos e otimistas para a cadeia de proteína avícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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