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Manejo preventivo do bicho-mineiro garante produtividade e qualidade nos cafezais brasileiros

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Bicho-mineiro segue como principal desafio da cafeicultura

O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) continua sendo uma das maiores ameaças aos cafezais brasileiros. Desde seu primeiro registro no Rio de Janeiro, em 1869, a praga se espalhou por praticamente todas as regiões produtoras do país, sendo hoje a mais disseminada nos cafezais do mundo.

As lagartas do inseto formam minas nas folhas do café, causando queda prematura, especialmente na parte superior das plantas. Em casos severos, as perdas podem chegar a 72% da produtividade, segundo estudos técnicos.

Identificação e monitoramento são essenciais para o controle

Segundo Luís Grandeza, gerente da cultura de café da FMC Corporation, o sucesso no controle do bicho-mineiro começa pela identificação precisa da praga.

“O inseto adulto é uma pequena mariposa prateada, com 5 a 6 mm de envergadura e corpo de 2 a 3 mm. As fêmeas depositam os ovos na face superior das folhas, e as lagartas, ao eclodirem, consomem o tecido interno, formando as lesões típicas”, explica o especialista.

Após a identificação, o monitoramento contínuo é indispensável. Os produtores devem observar ovos, minas vivas e a presença das mariposas prateadas que levantam voo ao menor toque.

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A aplicação preventiva de inseticidas deve ser realizada quando até 3% das folhas apresentarem minas vivas, com produtos como Altacor® e Premio® Star, ambos com ação prolongada e alta eficiência no controle das lagartas.

Condições ideais para manejo e aplicação de defensivos

Grandeza reforça que, em viveiros e áreas recém-plantadas, o controle deve começar logo na visualização dos primeiros adultos. O uso de inseticidas sistêmicos é mais eficaz quando o solo ainda está úmido e a planta mantém alta atividade metabólica, o que favorece a absorção do produto.

Durante os períodos críticos de infestação — principalmente em áreas com ventos constantes — é necessário intensificar as inspeções e adotar um plano de manejo integrado para evitar surtos da praga.

Tecnologias avançadas fortalecem o manejo integrado

A FMC disponibiliza aos produtores um programa completo de manejo de pragas e doenças do café, com suporte técnico especializado e orientação em campo.

Entre as principais soluções estão:

  • Altacor® e Premio® Star: inseticidas à base de diamida antranílica (grupo químico 28 – MoA-IRAC), que atuam nos receptores de rianodina, bloqueando a alimentação das lagartas e garantindo ação prolongada e alta potência.
  • Hero®: inseticida de ação de choque, pertencente ao grupo químico 3A (MoA-IRAC), indicado para o controle de adultos, que deve ser usado em rotação com Altacor® e Premio® Star para evitar resistência e manter a eficácia do controle.
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Práticas preventivas asseguram lavouras mais produtivas

A combinação de monitoramento constante, controle preventivo e uso de tecnologias de ponta é o caminho mais eficaz para reduzir os prejuízos causados pelo bicho-mineiro.

Essas práticas permitem preservar a sanidade das lavouras, manter a alta produtividade e garantir grãos de qualidade superior, fortalecendo a competitividade da cafeicultura brasileira.

Com o apoio de sua equipe técnica, distribuidores e cooperativas parceiras, a FMC reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor cafeeiro e com a entrega de cafés de excelência ao mercado nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Outono no Cerrado exige atenção no campo, mas abre espaço para boas estratégias de manejo

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O outono marca uma fase de transição importante para a agricultura no Brasil, caracterizada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da estação seca. No Cerrado, essa mudança impacta diretamente o ritmo das lavouras, exigindo ajustes no manejo e maior atenção às condições climáticas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a estação deve trazer desafios como redução das precipitações, solos mais secos e aumento das temperaturas, fatores que podem dificultar o desenvolvimento das culturas, especialmente as de segunda safra.

Apesar disso, o período também abre espaço para oportunidades no campo, já que o clima mais estável favorece o avanço das operações agrícolas e a adoção de estratégias mais planejadas.

Clima mais seco favorece avanço das operações agrícolas no Cerrado

Com a diminuição das chuvas entre abril e maio nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o produtor rural encontra melhores condições para a execução das atividades de campo.

“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares.

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O cenário favorece a organização das atividades agrícolas, reduzindo paralisações e permitindo melhor aproveitamento da janela operacional.

Atraso no plantio exige ajustes no planejamento agrícola

As chuvas mais intensas durante o verão provocaram atraso no plantio em diversas regiões, o que encurtou a janela ideal para algumas culturas e obrigou produtores a reverem o planejamento.

Diante desse cenário, muitos agricultores optaram por cultivares mais adaptadas e ajustaram o manejo das lavouras. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo com redução na área plantada, culturas como milho, feijão e algodão ainda apresentam bom potencial produtivo, desde que recebam manejo adequado.

Altas temperaturas aumentam demanda por atenção ao manejo

As temperaturas mais elevadas típicas do Cerrado durante o outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. O aumento do calor intensifica a necessidade de atenção à disponibilidade de água no solo, ao mesmo tempo em que favorece o crescimento das plantas quando há manejo adequado.

Controle fitossanitário exige monitoramento constante

O período também demanda maior vigilância no controle de pragas. Entre os principais desafios fitossanitários estão a lagarta-do-cartucho, a mosca-branca e os percevejos, que tendem a se intensificar nesta época do ano.

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O acompanhamento constante dessas ameaças é essencial para evitar perdas de produtividade e garantir o bom desenvolvimento das culturas.

Planejamento e manejo transformam desafios em produtividade

Para especialistas do setor, o outono no Cerrado representa um momento estratégico para transformar desafios climáticos em oportunidade de melhor gestão no campo.

Segundo Manoel Álvares, mesmo com uma janela mais curta e condições mais secas, o produtor dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas.

“Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa”, destaca o especialista.

Cenário reforça importância da gestão eficiente no campo

O avanço do outono no Cerrado reforça a importância do planejamento agrícola, da adoção de boas práticas de manejo e do uso de tecnologia para mitigar riscos climáticos.

Apesar dos desafios impostos pelo clima, o período pode ser positivo para quem consegue ajustar estratégias e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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