AGRONEGÓCIO
Mercado de milho no Brasil enfrenta lentidão nas negociações enquanto preços futuros em Chicago flutuam
AGRONEGÓCIO
O mercado de milho no Brasil segue com liquidez reduzida e negociações lentas, refletindo diferenças expressivas entre os preços pedidos por produtores e os oferecidos por indústrias.
No Rio Grande do Sul, apesar do avanço da semeadura, a oferta estadual permanece restrita, tornando o estado dependente de grãos vindos de outros estados e do Paraguai. As indicações de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00 por saca, enquanto os pedidos de venda estão entre R$ 70,00 e R$ 72,00 por saca. No porto, o milho futuro para fevereiro de 2026 é cotado a R$ 69,00 por saca (TF Agroeconômica).
Em Santa Catarina, o mercado se mantém praticamente parado devido à grande diferença entre oferta e demanda. Produtores solicitam valores próximos de R$ 80,00 por saca, enquanto indústrias não ultrapassam R$ 70,00 por saca. No Planalto Norte, as negociações giram entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanço significativo.
O Paraná apresenta cenário similar, com produtores mantendo pedidas em torno de R$ 75,00 por saca e indústrias limitando ofertas a R$ 70,00 CIF, apesar da ampla disponibilidade de grãos. Já o Mato Grosso do Sul, com produção recorde, registra cotações entre R$ 48,00 e R$ 52,00 por saca, mantendo o mercado travado e beneficiando o setor de etanol de milho.
Preços futuros do milho em Chicago operam em campo misto
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho iniciaram a sessão desta quinta-feira (16) em campo misto. Por volta das 10h16 (Horário de Brasília):
- Dezembro/25: US$ 4,17 por bushel (+0,25 pontos)
- Março/26: US$ 4,32 por bushel (+0,25 pontos)
- Maio/26: US$ 4,41 por bushel (estável)
- Julho/26: US$ 4,46 por bushel (-0,25 pontos)
Segundo a Successful Farming, a colheita de milho e soja em Iowa avança após condições climáticas favoráveis, com estimativas da Reuters indicando 44% da colheita de milho e 58% da soja concluídas nos EUA.
Mercado brasileiro reage a dólar fraco e registra pequenas quedas
Na B3, os contratos futuros do milho abriram em queda nesta quinta-feira. O vencimento de novembro/25 foi cotado a R$ 67,49 por saca (-0,09%), enquanto o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 70,35 por saca (-0,17%).
O mercado físico também registrou leve recuo, com a saca em Campinas/SP negociada a R$ 64,96, queda de 0,03% (Agrifatto). A consultoria destaca que o dólar mais fraco frente ao real contribuiu para a retração nos preços futuros do milho na B3.
Chicago fecha em alta após baixa inicial
Apesar de cair no início do dia devido à ampla oferta, a Bolsa de Chicago fechou em alta para o milho. O dólar fraco e compras de fundos especulativos impulsionaram os preços:
- Dezembro/25: US$ 4,13 por bushel (+0,54%, 2,25 centavos)
- Março/26: US$ 4,29 1/4 por bushel (+0,46%, 2 centavos)
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea
As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.
Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio
O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:
- Alta de 4,8% em relação a abril
- Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
- Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997
O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.
Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.
Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros
Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.
Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.
Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.
Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006
O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.
Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:
- 5,7% em relação a abril
- 59% na comparação com maio de 2025
Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.
Processados ganham espaço nas exportações
Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.
Panorama do setor
O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:
- Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
- Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
- Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos
O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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