AGRONEGÓCIO
Mercado de Milho Segue Travado Durante Carnaval, Mas Preços Mantêm Tendência de Alta
AGRONEGÓCIO
O mercado brasileiro de milho registrou uma semana mais curta de negociações, impactada pelo feriado de Carnaval, com suspensão das atividades na segunda e terça-feira. Muitos agentes permaneceram fora do mercado e devem retomar as operações apenas na próxima semana. Apesar disso, os preços permaneceram firmes, sustentados pela oferta restrita em diversas regiões, e há possibilidade de avanços nos valores do cereal nos próximos dias.
Segundo a equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, o foco das operações na colheita, comercialização e logística da soja acaba deixando o milho em segundo plano, o que mantém suporte às cotações. Dessa forma, pequenos ajustes altistas podem ocorrer no curto prazo.
Impacto do Clima e Plantio da Safrinha nas Cotações
O mercado acompanha atentamente a evolução da colheita e comercialização da soja, mas há preocupações com possíveis atrasos no plantio da safrinha de milho, devido às chuvas previstas para as próximas semanas. Esses fatores climáticos funcionam como ponto altista para o milho, especialmente considerando a limitação da oferta.
A Safras & Mercado observa que:
- Rio Grande do Sul e Santa Catarina: mercado mais calmo, sem negócios reportados.
- Paraná, Centro-Oeste e Sudeste: negociações difíceis, com produtores cautelosos na oferta e buscando manter sustentação nos preços.
Além disso, preços elevados dos fretes têm sido outro fator que preocupa o mercado, influenciando especulações sobre a comercialização do cereal.
Preços Regionais do Milho Mantêm Estabilidade ou Apresentam Leve Alta
No balanço entre 12 e 19 de fevereiro de 2026, as cotações do milho nas principais regiões foram:
- Cascavel/PR: R$ 63,00 por saca, estabilidade.
- Campinas/CIF/SP: alta de 0,7%, passando de R$ 71,50 para R$ 72,00 por saca.
- Região Mogiana/SP: avanço de 6,1%, de R$ 66,00 para R$ 70,00 por saca.
- Rondonópolis/MT: estável em R$ 55,00 por saca.
- Erechim/RS: leve queda de 1,6%, de R$ 64,00 para R$ 63,00 por saca.
- Uberlândia/MG: alta de 0,8%, de R$ 62,00 para R$ 62,50 por saca.
- Rio Verde/GO: estável em R$ 60,00 por saca.
Nos portos, os preços permaneceram estáveis durante a semana:
- Porto de Paranaguá/PR: R$ 69,00 por saca.
- Porto de Santos/SP: R$ 70,00 por saca.
Perspectivas do Mercado
O cenário atual indica que o mercado de milho continuará acomodado e atento ao clima, logística e colheita da soja. A restrição de oferta em algumas regiões e a expectativa de atrasos no plantio da safrinha podem manter os preços sustentados ou provocar leves avanços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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