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Mercado do feijão segue dividido: carioca sustentado por oferta seletiva e preto pressionado pelo excedente

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O mercado brasileiro de feijão encerrou agosto em cenários opostos. Enquanto o feijão carioca manteve preços firmes, impulsionado pela seletividade e pela oferta restrita, o feijão preto enfrentou forte queda de cotações diante do excesso de produção.

Feijão carioca: firmeza garantida pela limitação de oferta

De acordo com o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, os negócios no pregão da Bolsa do Brás foram limitados e concentrados em embarques programados. A estratégia de produtores e corretores em restringir volumes evitou sobras e ajudou a sustentar os preços.

A maior parte da oferta foi de grãos mais claros (notas 8,5 a 9,5), vindos de lavouras irrigadas de Minas Gerais e Goiás. Já a participação do Paraná diminuiu, tornando os grãos comerciais (notas 7,5 e 8) mais escassos e valorizados.

Preços em São Paulo: entre R$ 180 e R$ 215/saca para padrões comerciais; até R$ 265/saca CIF SP para extras, como a cultivar Dama.

Nos polos de produção, as cotações acompanharam o movimento de alta:

  • Triângulo Mineiro: R$ 220-223/sc
  • Sul Goiano: R$ 190-214/sc
  • Barreiras/BA: R$ 194-196/sc
  • Interior de SP: R$ 244-250/sc
  • Sorriso/MT: R$ 185-188/sc
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Segundo Oliveira, a lentidão nas vendas no varejo não impediu a valorização, já que os produtores priorizaram contratos programados. A expectativa é de preços firmes até a chegada da safra 2025/26, com entrada limitada do Nordeste devido à queda de produtividade apontada pela Conab.

Feijão preto: excedente derruba preços a patamares históricos

Em contraste, o feijão preto atravessou agosto sob intensa pressão baixista. Mesmo em plena entressafra, os preços ficaram entre os mais baixos da história recente, reflexo da produção de quase 800 mil toneladas, frente a um consumo de apenas 500 mil toneladas.

No mercado CIF SP, as cotações oscilaram entre R$ 120 e R$ 140/sc para padrões comerciais, chegando a R$ 165/sc para extras. Nos estados do Sul, a situação foi ainda mais crítica:

  • Paraná: R$ 116-122/sc FOB
  • Oeste de SC: R$ 105-122/sc FOB
  • Rio Grande do Sul: próximo ou abaixo de R$ 100/sc FOB

Esses níveis ficaram bem abaixo do preço mínimo oficial de R$ 152,91/sc e dos custos de produção, estimados em R$ 180/sc.

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Medidas de apoio e exportações como válvula de escape

Para mitigar a crise, o governo federal liberou R$ 21,7 milhões em subvenções via leilões de PEP/PEPRO destinados aos estados do Sul. Porém, o limite de 8,4 toneladas por CPF gerou críticas por reduzir a efetividade da medida. A previsão é de que a iniciativa auxilie no escoamento de cerca de 15 mil toneladas.

Outro alívio vem das exportações, que têm funcionado como alternativa para reduzir estoques. Entre janeiro e julho, o Brasil embarcou 77,8 mil toneladas, com receita de US$ 68,3 milhões. A meta do setor é ultrapassar 100 mil toneladas em 2025.

Além disso, o Deral/PR projetou queda de 34% na área plantada da 1ª safra 2025/26, o que pode ajudar a reequilibrar a oferta no próximo ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica para bananas e fortalece produção paulista

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O Vale do Ribeira, em São Paulo, passou a contar com a Indicação Geográfica (IG) para a produção de bananas das variedades Cavendish (Nanica) e Prata. O reconhecimento fortalece o setor produtivo regional e consolida a área como um dos principais polos de bananicultura do Brasil.

A certificação contribui para a valorização do produto, amplia as oportunidades de mercado e garante a identificação oficial da origem das bananas cultivadas na região.

Bananicultura no Vale do Ribeira tem origem histórica e expansão no século XX

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e tem ampla presença no Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e avançou para o Vale do Ribeira a partir da década de 1930.

A região se destacou por condições naturais favoráveis, como solos adequados ao cultivo e menor suscetibilidade a inundações, o que favoreceu a expansão da atividade agrícola.

Indicação Geográfica é concedida pelo INPI e fortalece identidade regional

A Indicação Geográfica é um reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos ou serviços que possuem características únicas associadas à sua origem geográfica.

Com a nova certificação, São Paulo alcança a 14ª Indicação Geográfica registrada, reforçando o protagonismo do estado na produção de alimentos com identidade territorial.

Secretaria de Agricultura e CATI atuam no apoio ao processo de certificação

O processo de obtenção da IG contou com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

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Para a solicitação junto ao INPI, é necessário comprovar a notoriedade do produto. A Secretaria emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a CATI recebe, protocola e encaminha a documentação para análise técnica.

Com o registro, a denominação “Vale do Ribeira-SP” passa a ser protegida e utilizada oficialmente para identificar a origem da produção de bananas na região.

Articulação institucional foi decisiva para consolidação da IG

A CATI Regional de Registro teve papel ativo na articulação do processo, participando de reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e instituições parceiras, como o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e o Sebrae.

Os encontros foram fundamentais para a definição do recorte territorial da IG e para a construção do Caderno de Especificações Técnicas (CET), que estabelece as normas de produção alinhadas às práticas locais.

Indicação Geográfica gera valorização e novas oportunidades para produtores

Segundo a chefe de Divisão da CATI Regional de Registro, Tais Canola, a certificação representa um novo horizonte para os bananicultores da região.

O reconhecimento protege a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata, amplia o acesso a novos mercados e contribui para a valorização da produção agrícola.

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Além disso, a IG é vista como um instrumento de desenvolvimento regional, promovendo maior estabilidade econômica, combate à desvalorização do produto e fortalecimento das comunidades rurais.

ABAVAR destaca fortalecimento da agricultura familiar no Vale do Ribeira

O presidente da ABAVAR, Augusto Aranha, celebrou a conquista e destacou o impacto positivo da certificação para o setor produtivo.

Segundo ele, o selo reforça o compromisso da região com uma agricultura moderna, sustentável e alinhada à preservação ambiental, além de valorizar especialmente a agricultura familiar.

IG da banana abrange 13 municípios do Vale do Ribeira

A área de abrangência da Indicação Geográfica inclui os seguintes municípios:

  1. Cajati
  2. Cananéia
  3. Eldorado
  4. Iguape
  5. Itariri
  6. Iporanga
  7. Jacupiranga
  8. Juquiá
  9. Miracatu
  10. Pariquera-Açu
  11. Pedro de Toledo
  12. Registro
  13. Sete Barras
Vale do Ribeira reforça posição estratégica na bananicultura nacional

Com a Indicação Geográfica, o Vale do Ribeira consolida sua relevância na produção de banana em nível estadual e nacional.

De acordo com dados do IBGE e do Projeto LUPA, a região representa 7,07% de toda a área destinada à bananicultura no Brasil, reforçando sua importância econômica e produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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