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Mercado global de grãos inicia 2026 sob pressão com estoques recordes de milho, soja e trigo

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Oferta elevada e estoques pressionam preços no início do ano

O mercado internacional de grãos começou 2026 enfrentando um cenário de forte pressão nos preços, resultado da combinação entre produção recorde e estoques globais elevados.

De acordo com o relatório WASDE de janeiro de 2026, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisado pelo RaboResearch, do Rabobank, o cenário é de viés baixista para as principais commodities agrícolas — milho, soja e trigo.

Milho: safra recorde nos EUA e produção chinesa reduzem perspectivas de alta

O milho se destaca entre os grãos com maior excesso de oferta. O USDA revisou para cima a safra norte-americana, que atingiu 17 bilhões de bushels, o maior volume já registrado. O resultado foi impulsionado por produtividade de 186,5 bushels por acre e pela expansão de 14% na área plantada em relação ao ciclo anterior.

Como consequência, os estoques finais globais subiram para 291 milhões de toneladas, refletindo aumentos tanto nos Estados Unidos quanto na China, que também alcançou produção recorde de 301 milhões de toneladas.

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Esse cenário reduz a necessidade de novas importações chinesas e pressiona as cotações internacionais do cereal.

Soja: aumento de estoques reforça tendência de desvalorização

O mercado de soja segue a mesma direção. O USDA elevou os estoques finais dos Estados Unidos de 290 milhões de bushels (dezembro de 2025) para 350 milhões, após reduzir as projeções de exportação.

Em escala global, os estoques passaram de 122,4 milhões para 124,4 milhões de toneladas, superando as médias das estimativas de mercado.

Com oferta abundante e demanda em ritmo mais lento, o viés para os preços permanece negativo, refletindo um ambiente de maior competitividade entre os principais exportadores.

Trigo: aumento de produção mundial amplia disponibilidade

O trigo também apresentou elevação nos estoques. Nos Estados Unidos, o total disponível para 2025/26 chegou a 2,959 bilhões de bushels, resultado de estoques iniciais maiores e pequenos ajustes na demanda interna — principalmente para ração e sementes.

No mercado global, Argentina e Rússia foram responsáveis pela maior parte da expansão da produção, com um incremento conjunto de 5,5 milhões de toneladas.

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O aumento elevou os estoques finais mundiais para 278 milhões de toneladas, uma vez que o avanço da oferta superou o crescimento da demanda, mesmo diante de ligeira alta no comércio internacional.

Perspectivas: mercado atento à demanda e ao clima

Com estoques recordes e preços pressionados, o mercado de grãos inicia 2026 em um cenário de desafio para produtores e exportadores.

Analistas do Rabobank avaliam que os próximos meses serão marcados pela observação do ritmo da demanda internacional e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, fatores que poderão definir a tendência dos preços no restante do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

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O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

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Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

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Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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