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Mercado global de trigo passa por ajustes com superoferta e novas medidas comerciais da China

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Superoferta mantém preços do trigo sob pressão

O mercado global de trigo segue pressionado por uma superoferta típica do período de colheita, o que tem mantido os preços abaixo do custo de produção em diversas regiões produtoras. De acordo com a TF Agroeconômica, a expectativa é de que as cotações se recuperem gradualmente ao longo dos próximos meses, com maior probabilidade de alta no primeiro semestre de 2026, à medida que os estoques atuais forem sendo consumidos.

A consultoria orienta que agricultores, cooperativas e cerealistas que precisarem realizar vendas imediatas considerem reservar parte da produção para contratos futuros na CBOT (Bolsa de Chicago) ou na A3 (Argentina). A estratégia pode compensar perdas atuais e gerar ganhos quando o mercado reagir.

Moinhos enfrentam margens apertadas e buscam alternativas

Os moinhos brasileiros também vivem um momento de cautela, com baixo capital de giro e forte concorrência devido aos preços reduzidos do cereal. Segundo a TF Agroeconômica, o uso de instrumentos de hedge no mercado futuro pode ser uma alternativa eficaz para equilibrar custos e garantir matéria-prima a preços mais competitivos.

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Ainda conforme a consultoria, a correlação entre o preço físico do trigo gaúcho e as cotações da CBOT é de 0,6268, um índice considerado relevante para o planejamento de estratégias de proteção financeira.

Cenário internacional: queda nas exportações ucranianas e trégua comercial entre China e EUA

No mercado internacional, um dos principais fatores de sustentação dos preços é a queda de 19,17% nas exportações de trigo da Ucrânia na safra 2025/26. A redução abre espaço para o trigo americano, que deve ganhar força após a decisão da China de suspender tarifas de até 25% sobre o cereal dos Estados Unidos, a partir de 10 de novembro.

Segundo análise da CEEMA, a medida faz parte de uma trégua comercial entre as duas potências e tende a fortalecer a competitividade do trigo norte-americano, alterando o fluxo global do comércio do cereal. A decisão trouxe alívio imediato ao mercado, com alta nas cotações em Chicago, embora os efeitos práticos dependam do ritmo das negociações comerciais e logísticas.

Efeitos da decisão chinesa no comércio global

A suspensão das tarifas representa uma mudança estratégica para a China, que busca diversificar fornecedores e conter pressões inflacionárias internas. Além disso, o movimento pode sinalizar novas etapas de cooperação agrícola com os Estados Unidos.

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Para os demais exportadores — incluindo o Brasil, a Rússia, a Austrália e a União Europeia —, o impacto deve ser indireto, mas significativo. Com o trigo americano mais competitivo, os preços internacionais podem enfrentar nova rodada de pressão de baixa nos próximos meses.

Perspectivas para o mercado e oportunidades estratégicas

Apesar da instabilidade atual, o consumo global de trigo segue firme, sustentado pela demanda crescente em países em desenvolvimento. O Brasil, por exemplo, registrou safra de qualidade superior no Paraná, o que ajudou a conter quedas mais acentuadas nas cotações internas.

Com a combinação entre oferta elevada, ajustes comerciais e demanda consistente, o mercado de trigo entra em uma fase de transição. Especialistas apontam que quem souber se posicionar estrategicamente — seja via hedge, armazenagem ou contratos futuros — poderá se beneficiar quando os preços voltarem a subir em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pamplona Alimentos investe R$ 64 milhões em genética suína própria e inovação produtiva em Santa Catarina

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A Pamplona Alimentos anunciou a implantação de um projeto estratégico de R$ 64 milhões voltado ao desenvolvimento de genética suína própria. A iniciativa, aprovada pela FINEP, será executada ao longo de três anos nos municípios de Rio do Sul e Pouso Redondo, em Santa Catarina.

O objetivo é fortalecer o programa interno de melhoramento genético da companhia, com impacto direto na produtividade, qualidade da carne e eficiência da cadeia suinícola.

Projeto aposta em tecnologia, ciência e integração produtiva

A iniciativa prevê a estruturação de um modelo integrado de desenvolvimento e difusão genética, conectando pesquisa, validação e aplicação em escala produtiva.

O foco está na criação e multiplicação de material genético de alto desempenho, além do desenvolvimento de novas linhagens maternas, considerando critérios como eficiência alimentar, desempenho zootécnico, habilidade materna, qualidade de carne e bem-estar animal.

Segundo a companhia, o investimento reforça a estratégia de internalização do conhecimento genético e elevação do padrão tecnológico da produção.

Nova granja em Pouso Redondo concentra maior parte dos investimentos

Em Pouso Redondo (SC), será implantada a Granja Ribeirão Vassouras, voltada ao desenvolvimento de novas linhas maternas de suínos. O projeto prevê investimento de R$ 52,8 milhões ao longo de três anos.

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A estrutura contará com tecnologias como ambientes climatizados, alimentação de precisão com identificação individual por chip, baias coletivas com maior mobilidade e sistemas avançados de avaliação estatística dos animais.

A unidade também reforça práticas de bem-estar animal já adotadas pela empresa, com foco em eficiência produtiva e evolução contínua do sistema de produção.

Rio do Sul terá unidade de difusão genética e sêmen suíno

Em Rio do Sul (SC), será instalada a Granja Lauro Pamplona, com investimento de R$ 11,2 milhões. A unidade será responsável pela difusão genética e processamento de sêmen suíno de alto índice genético.

O projeto inclui o uso de genômica para análise do DNA dos animais, identificando características desejáveis para cruzamentos e melhoria dos índices produtivos.

A estrutura contará com controle rigoroso de temperatura, umidade e qualidade do ar, além de sistemas de rastreabilidade por identificação eletrônica, garantindo maior precisão na gestão genética e preservação de material de diferentes gerações.

Suinocultura avança com base em inovação e genética de precisão

Com o novo projeto, a Pamplona Alimentos reforça sua estratégia de inovação no setor suinícola, ampliando o uso de tecnologia e ciência aplicada ao campo.

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A expectativa é que a iniciativa contribua para ganhos de eficiência produtiva, maior qualidade da carne e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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