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Mercados globais observam transformação estrutural na economia dos EUA
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A dinâmica recente dos mercados globais tem chamado atenção de investidores e especialistas diante de mudanças estruturais na economia dos Estados Unidos, cuja repercussão vai além de decisões econômicas convencionais. Uma análise do Rabobank sugere que essas transformações refletem uma condução estratégica de Estado, mais próxima de uma reforma sistêmica do que de políticas econômicas tradicionais.
Comparações históricas ajudam a entender o momento atual
O estudo destaca que analogias históricas são úteis para interpretar o cenário contemporâneo. A análise traça um paralelo entre as medidas econômicas lideradas pelo ex-presidente Donald Trump e as reformas promovidas por Mikhail Gorbachev no fim da União Soviética.
Na época soviética, o objetivo era redirecionar a economia de investimentos em capital e produção militar para o consumo, estratégia que acabou falhando e acelerou o colapso do sistema. Hoje, segundo o Rabobank, os Estados Unidos seguem o caminho inverso, buscando deslocar o eixo econômico do consumo e da financeirização para investimento em capital produtivo e indústria militar.
Estratégia americana do “perestroika reversa”
Durante o segundo mandato de Trump, a estratégia passou a incorporar mudanças mais radicais, aumentando os riscos de fracasso. O relatório do Rabobank identifica sinais de desgaste da ordem liberal internacional, que ampliam a incerteza nos mercados globais e no ambiente geopolítico.
Os analistas definem o processo como uma espécie de “perestroika reversa”, em que a intenção é reestruturar a economia nacional de maneira mais profunda, porém com desafios significativos.
Potenciais impactos e riscos para os mercados
Apesar dos riscos, o Rabobank aponta que a estratégia pode gerar resultados positivos, desde que haja ajustes profundos nas estruturas político-econômicas e geopolíticas que sustentam o modelo atual. O relatório mapeia mudanças essenciais para viabilizar esse cenário, mas alerta que o desfecho permanece incerto, dependendo da capacidade de execução e adaptação das instituições envolvidas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro
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