RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Minas Gerais lidera produção de eucalipto e reforça protagonismo no setor florestal brasileiro

Publicados

AGRONEGÓCIO

O setor florestal brasileiro segue em expansão e com forte presença no mercado internacional. Dados recentes apontam que o país alcançou 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas para fins industriais e de restauração, além de superar a marca de 7 milhões de hectares de florestas nativas conservadas.

As informações fazem parte do relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores, que reúne os principais indicadores do segmento no Brasil.

Setor florestal brasileiro cresce em área e produção

De acordo com o levantamento, o setor também registrou desempenho expressivo na produção e nas exportações. Ao todo, foram produzidas 25,5 milhões de toneladas de celulose, enquanto as exportações de produtos florestais somaram US$ 15,7 bilhões.

Entre os itens exportados estão celulose, papéis, painéis de madeira e outros derivados, com destinos distribuídos em diversos mercados internacionais.

Brasil mantém liderança global na celulose

No cenário global, o Brasil se mantém como o maior exportador de celulose do mundo e ocupa a segunda posição entre os maiores produtores.

Esse desempenho reforça a competitividade do setor florestal brasileiro, impulsionado por fatores como clima favorável, tecnologia e produtividade das florestas plantadas.

Leia Também:  Colheita de trigo em Mafra (SC) deve começar em novembro com expectativa de boa produtividade
Minas Gerais se destaca na produção de eucalipto

No recorte estadual, Minas Gerais ocupa posição de destaque como o maior produtor de eucalipto do país. O estado concentra cerca de 2,2 milhões de hectares cultivados, o equivalente a aproximadamente 27% da área total nacional.

A liderança mineira é resultado de uma tradição consolidada na produção de carvão vegetal e celulose, além de investimentos contínuos no setor.

Brasil lidera produção mundial de carvão vegetal

Outro destaque do relatório é a produção de carvão vegetal. O Brasil lidera o ranking global, com volume de 6,6 milhões de toneladas.

Na sequência aparecem Etiópia e Nigéria, com produções de 5 milhões e 4,9 milhões de toneladas, respectivamente, voltadas majoritariamente ao consumo interno.

Tecnologia e inovação fortalecem o setor

O relatório da Ibá conta com apoio da ESG Tech e parceria com a Canopy Remote Sensing Solutions, responsável pelo mapeamento das áreas plantadas e conservadas por meio de imagens de satélite.

O uso de tecnologia tem sido fundamental para o monitoramento, a gestão sustentável e a expansão das florestas no país.

Leia Também:  Brasil produziu 1,35 milhão de toneladas de pescado em 2024, mostra MPA
Perspectivas para o setor florestal

Com demanda global aquecida por produtos sustentáveis e renováveis, o setor florestal brasileiro tende a manter trajetória de crescimento.

A combinação entre alta produtividade, preservação ambiental e inovação tecnológica posiciona o Brasil — e especialmente Minas Gerais — como referência mundial na produção florestal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

Publicados

em

Por

O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

Leia Também:  Safra 2025/26 deve ter clima favorável nas principais regiões produtoras do Brasil

Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

Leia Também:  Brasil produziu 1,35 milhão de toneladas de pescado em 2024, mostra MPA

Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA