AGRONEGÓCIO
Colheita de trigo em Mafra (SC) deve começar em novembro com expectativa de boa produtividade
AGRONEGÓCIO
A colheita da safra 2025/26 de trigo em Mafra, localizada no Planalto Médio de Santa Catarina, está prevista para iniciar na primeira quinzena de novembro, conforme informou o departamento técnico da Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia).
A área plantada pelos cooperados da cooperativa é de 500 hectares, enquanto no município o cultivo se estende por 4,5 mil hectares.
Condição das lavouras e riscos climáticos
Segundo o departamento técnico da Copérdia, 100% das lavouras estão na fase de floração, apresentando bom desenvolvimento e sem danos significativos por geadas. No entanto, foram registrados alguns casos de oídio.
As recentes chuvas nas últimas duas semanas preocupam os produtores, pois podem favorecer o surgimento de giberela nas lavouras, doença que afeta diretamente a qualidade do grão.
Previsão de produtividade
O rendimento médio estimado para Mafra é de 3.300 quilos por hectare para a safra 2025/26, mantendo boas expectativas de produção apesar dos desafios climáticos.
Cenário estadual para a safra 2025/26
De acordo com a Safras & Mercado, a área total de trigo cultivada em Santa Catarina deve alcançar 110 mil hectares, 4,3% menor que os 115 mil hectares plantados na safra anterior.
A produção estadual está prevista em 380 mil toneladas, uma queda de 5,0% em relação às 400 mil toneladas da safra 2024/25. O rendimento médio deve ser de 3.455 quilos por hectare, uma redução de 0,7% frente à média anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais
O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.
A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.
Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.
Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva
A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.
Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.
IG abrange nove municípios produtores
A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.
O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.
Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro
As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.
Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.
Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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