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Moagem de cana-de-açúcar atinge 600 milhões de toneladas na safra 2025/26, mas registra leve queda em relação ao ciclo anterior

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Centro-Sul processa 600,4 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26

A moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil chegou a 600,40 milhões de toneladas até 1º de janeiro de 2026, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O volume representa uma queda de 2,28% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando haviam sido processadas 614,39 milhões de toneladas.

Na segunda quinzena de dezembro, as usinas da região processaram 2,17 milhões de toneladas, acima das 1,71 milhão registradas no mesmo período da safra 2024/25.

Mais unidades em operação e avanço do etanol de milho

Durante a segunda metade de dezembro, 61 unidades produtoras estavam em operação no Centro-Sul. Destas, 42 processaram cana-de-açúcar, 10 produziram etanol de milho e 9 atuaram como usinas flex. No mesmo período do ciclo anterior, 59 unidades estavam ativas.

Até o final da quinzena, 35 unidades encerraram a moagem, totalizando 241 unidades com safra finalizada até o momento.

ATR apresenta alta quinzenal, mas cai no acumulado da safra

A qualidade da matéria-prima apresentou melhora na segunda metade de dezembro. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 127,49 kg por tonelada de cana, alta de 3,37% em relação ao mesmo período da safra anterior (123,33 kg).

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No acumulado da safra 2025/26, porém, o ATR médio foi de 138,35 kg/tonelada, indicando retração de 2,20% frente ao último ciclo.

Produção de açúcar se mantém estável e etanol de milho ganha destaque

A produção de açúcar nas duas últimas semanas de dezembro totalizou 56,02 mil toneladas, queda de 14,93% frente ao mesmo período do ano anterior (65,84 mil toneladas). Mesmo assim, o acumulado da safra mostra leve avanço de 0,86%, com 40,22 milhões de toneladas produzidas.

Já a fabricação de etanol alcançou 560,89 milhões de litros na segunda metade de dezembro. Desse total, 327,66 milhões de litros foram de etanol hidratado (+7,23%) e 233,24 milhões de litros de etanol anidro (+27,76%).

No acumulado desde o início da safra, a produção total de biocombustível chegou a 30,84 bilhões de litros, queda de 5,06%. O etanol hidratado somou 19,05 bilhões de litros (-7,94%) e o anidro manteve-se praticamente estável em 11,78 bilhões de litros.

O destaque ficou para o etanol de milho, que representou 77,23% da produção total no fim de dezembro, atingindo 433,18 milhões de litros, crescimento de 6,88% frente ao ciclo anterior. No acumulado da safra, o volume alcançou 6,86 bilhões de litros, um avanço de 13,98%.

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Vendas de etanol totalizam 2,97 bilhões de litros em dezembro

Em dezembro, as vendas totais de etanol somaram 2,97 bilhões de litros. O volume de etanol anidro cresceu 7,64%, alcançando 1,15 bilhão de litros, enquanto as vendas de etanol hidratado recuaram 2,79%, totalizando 1,82 bilhão de litros.

No mercado interno, o volume vendido de etanol hidratado foi de 1,74 bilhão de litros, queda de 1,91% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já o etanol anidro teve alta de 10,52%, com 1,14 bilhão de litros comercializados.

Desde o início da safra, o total de etanol vendido pelas unidades do Centro-Sul chegou a 26,29 bilhões de litros (-2,03%). O volume de etanol hidratado representa 16,35 bilhões de litros (-5,75%), enquanto o de anidro soma 9,94 bilhões de litros (+4,75%).

Mercado de CBios tem 2,56 milhões de créditos emitidos em janeiro

Segundo dados da B3, nos primeiros 20 dias de janeiro de 2026, foram emitidos 2,56 milhões de créditos de descarbonização (CBios). Atualmente, o volume disponível para negociação entre emissores, partes obrigadas e não obrigadas soma 20,46 milhões de CBios.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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