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MS Florestal inicia colheita em Mato Grosso do Sul e reforça protagonismo do estado na silvicultura brasileira

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A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense integrante do Grupo RGE, deu início a uma nova fase de sua operação com a colheita da primeira área plantada no Mato Grosso do Sul. O marco ocorreu no município de Água Clara e representa um avanço significativo para o setor de silvicultura no estado, consolidando a região como um dos principais polos florestais do país.

O início da colheita simboliza não apenas a maturidade da floresta cultivada, mas também a estruturação de uma operação robusta, construída ao longo dos últimos anos com foco em eficiência, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Marco operacional e evolução do projeto

De acordo com o Head Florestal da companhia, Mauro Quirino, o momento reflete a evolução conjunta entre o crescimento da floresta e o desenvolvimento das equipes envolvidas.

Segundo o executivo, o projeto vai além da produção de madeira, destacando a formação e valorização de profissionais ao longo da jornada. A operação atual prioriza pilares como segurança, qualidade, produtividade e controle de custos, considerados essenciais para o sucesso da atividade florestal.

Retorno de investimentos e integração industrial

Para o gerente sênior de Florestal MS, José Marcio Bizon, o início da colheita representa a conclusão de um ciclo estratégico e o começo do retorno dos investimentos realizados.

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A madeira produzida no estado será destinada à indústria em São Paulo, fortalecendo a integração da cadeia produtiva e ampliando a competitividade da companhia no setor.

Expansão e fortalecimento da operação

O gerente sênior de Operações Florestais, Gilberto Moraes, destaca que a colheita marca o fechamento do ciclo iniciado com o plantio e o manejo florestal, abrindo espaço para a expansão das atividades.

A expectativa é de crescimento gradual da operação, com foco em ganhos de escala, eficiência e consolidação da empresa como referência em segurança, produtividade e qualidade no setor.

Geração de empregos e novas oportunidades

Em paralelo ao avanço operacional, a MS Florestal também reforça seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da região. A empresa anunciou a abertura de novas vagas de emprego a partir do dia 1º de maio, em celebração ao Dia do Trabalho.

Além disso, será realizado um evento de recrutamento presencial no dia 6 de maio, das 16h às 22h, no anfiteatro do Paço Municipal de Santa Rita do Pardo. A iniciativa permitirá o contato direto com candidatos interessados, que deverão comparecer com documentação pessoal.

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Perspectivas para o setor florestal

O início da colheita pela MS Florestal reforça o avanço da silvicultura em Mato Grosso do Sul, estado que vem se consolidando como um dos principais hubs florestais do Brasil.

Com investimentos contínuos, geração de empregos e integração com a indústria, o setor florestal amplia sua relevância econômica e estratégica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a competitividade do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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