AGRONEGÓCIO
Nova Aliança Vinícola amplia portfólio com sucos e refrescos voltados à família brasileira
AGRONEGÓCIO
A Nova Aliança Vinícola Cooperativa, maior produtora de suco de uva orgânico do mundo, amplia seu portfólio de bebidas não alcoólicas, oferecendo soluções completas para o consumo diário das famílias brasileiras. Além de vinhos e espumantes de reconhecimento internacional, a cooperativa passa a disponibilizar sucos e refrescos que combinam qualidade, praticidade e custo-benefício.
Linha Happy: refrescos para o público infantil
A novidade mais recente é a linha Happy, desenvolvida especialmente para crianças. Disponível em embalagens Tetra Pak de 200 ml e 1 litro, a linha traz sabores como uva, laranja, abacaxi, morango, maracujá e pêssego. Com design lúdico e colorido, os produtos são ideais para lancheiras e momentos de consumo fora de casa, oferecendo praticidade e sabor aliado à economia.
Segundo a empresa, a linha reflete o compromisso de atender diferentes perfis de público e acompanhar tendências de consumo.
Expansão das linhas já consolidadas
As marcas Simples Assim (100% suco) e Néc (néctar) ampliam o portfólio com novos sabores. A linha Simples Assim, sem adição de açúcar, glúten ou sódio, passa a contar com pêssego e manga, além dos tradicionais uva, maçã, laranja e abacaxi. A linha Néc adiciona o sabor pêssego às opções já existentes.
A marca Trebom retorna ao mercado oferecendo 100% suco de uva em garrafa PET de 1,35 litro, unindo qualidade e preço acessível. Já a linha Nova Aliança Suco de Uva Integral mantém sua tradição com embalagens de vidro (1,5L, 1L e 300ml) e Tetra Pak (1L e 200ml).
Outras novidades incluem o Suco de Uva Tinto Orgânico Integral em garrafa de vidro de 1 litro e o Suco de Uva Gaseificado em lata de 269 ml, ambos 100% suco sem adição de açúcar.
Reconhecimento internacional dos vinhos e espumantes
A Nova Aliança também se destaca internacionalmente pelos vinhos e espumantes da unidade NOVA Vinhos e Espumantes. Entre os reconhecimentos recentes:
- Aliança Moscatel Rosé: melhor espumante da América Latina no 29º Catad’Or World Wine Awards (Chile), Medalha de Ouro Duplo no 21º Vinus (Argentina) e Medalha de Ouro no 12º Brazil Wine Challenge.
- Santa Colina Prosecco: Medalha Grande Ouro no Vinalies 2025 (França) e melhor pontuação no Decanter Wine Awards (Londres).
- Santa Colina Moscato Giallo: eleito melhor vinho Moscato do Brasil na 19ª Seleção de Vinhos de Farroupilha.
Para o CEO Heleno Facchin, esses resultados refletem o trabalho das mais de 600 famílias cooperadas. “Estamos colhendo o que plantamos. Não há nenhum milagre, apenas seriedade, comprometimento e trabalho. Estamos imensamente felizes e confiantes de que o consumidor terá uma experiência diferenciada”, comenta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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